Conselho de Ética do Rio recomenda cassação de Lins

O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu hoje recomendar a cassação do deputado estadual Álvaro Lins (PMDB), que foi chefe da Polícia Civil nos governos de Anthony Garotinho (PMDB) e Rosinha Matheus (PMDB). Acusado de lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando, corrupção passiva e formação de quadrilha, Lins chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF) no final de maio, na operação Segurança S.

Agência Estado |

A. Garotinho também foi denunciado pelo Ministério Público (MP), que o acusa de ter dado sustentação política ao esquema.

O relatório do deputado Audir Santana (PSC) foi aprovado por unanimidade pelos membros do conselho, em votação aberta. Baseado principalmente nas provas enviadas à Alerj em relatório da PF, Santana afirmou não ter dúvidas de que há elementos suficientes para caracterizar a quebra de decoro.

"As provas da PF são robustas, por isso o consenso. O julgamento da Comissão de Ética é político, subjetivo. Em que pese a necessidade de as instituições darem segmento às investigações, a imagem do Parlamento já foi atingida. Quando os integrantes do Legislativo perdem a legitimidade, o que está em risco é a legitimidade do próprio Poder", justificou Santana. O futuro do parlamentar deverá ser decidido pelo plenário da Alerj na próxima semana, em votação secreta.

Lins nega as acusações. Ele ficou apenas uma noite na cadeia e foi libertado no dia seguinte por uma decisão da maioria dos deputados no plenário da Alerj. A decisão provocou mal-estar e as acusações da PF resultaram na representação contra o deputado no Conselho de Ética pelo corregedor da Casa, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). Lins tentou adiar ao máximo o processo, fugindo de notificações e retardando seu depoimento.

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