Conselho de Ética da Alerj pede cassação de deputado estadual Álvaro Lins

RIO DE JANEIRO - O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu nesta terça-feira aprovar, por unanimidade, o relatório que pede a cassação do ex-chefe da Polícia Civil fluminense e deputado estadual Álvaro Lins (PMDB). Lins foi preso em flagrante pela Polícia Federal em maio deste ano, acusado de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha.

Redação com Agência Brasil |

Wilton Junior/ AE
Álvaro Lins é preso em flagrante no Rio
O relatório será encaminhado à Mesa Diretora da Alerj, que decidirá quando o caso será levado ao plenário.

Lins foi preso no dia 29 de maio deste ano e solto, pela própria Assembléia Legislativa, no dia seguinte, já que os parlamentares consideraram que a prisão em flagrante foi ilegal.



Entenda o caso

Os agentes da Polícia Federal prenderam em flagrante o deputado estadual Álvaro Lins em seu apartamento em Copacabana, zona Sul do Rio. De acordo com o superintendente da PF, Jacinto Caetano, o apartamento foi obtido a partir de ilícitos recebidos enquanto o deputado estadual ocupava a chefia da Polícia Civil do Rio.

Com imunidade parlamentar, Álvaro Lins não poderia ter a prisão preventiva decretada, mas, segundo a PF, a prisão dele foi possível porque havia um flagrante. As investigações mostraram que o deputado ocultava um patrimônio que era incompatível com o seu rendimento.

Lins foi preso por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, no centro do Rio.

A Polícia Federal também fez uma busca no gabinete de Álvaro Lins na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com o conhecimento do presidente da casa, Jorge Picianni. Na busca, alguns documentos foram apreendidos.

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