RIO DE JANEIRO - O Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) se reúne nesta quarta-feira pela manhã para distribuir cópia da representação do corregedor-geral, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), favorável à cassação do deputado Álvaro Lins (PMDB) por quebra de decoro parlamentar. Durante a reunião, será designado um relator para acompanhar o processo.


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Álvaro Lins pode ter mandato cassado no Rio
No relatório, aprovado nesta terça-feira por unanimidade pela Mesa Diretora da Alerj, o corregedor argumentou que Lins nomeou para seu gabinete pessoas que estão sendo investigadas pela Polícia Federal por crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O ex-chefe de Polícia Civil terá cinco dias para apresentar defesa prévia. Álvaro Lins é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o chefe operacional de uma quadrilha que vendia proteção à máfia dos caça-níqueis e de corrupção da Polícia Civil.

Cassação

Álvaro Lins é acusado de ser o chefe operacional de uma suposta quadrilha que vendia proteção à máfia dos caça-níqueis, além de corrupção na instituição que dirigiu.

O relatório que pede a cassação foi entregue nesta segunda pelo corregedor-geral da Alerj, deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), ao presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB). O material, que possui cerca de 50 páginas e contém informações sobre as possíveis atividades ilícitas de Lins, foi elogiado pelo presidente da Casa.

O esquema de corrupção que teria o envolvimento de Lins foi denunciado na Operação Segurança Pública S/A da Polícia Federal e Ministério Público Federal.


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