Conselho de Ética arquiva 2ª denúncia contra Sarney

O presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), anunciou o arquivamento da segunda denúncia contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Na denúncia, apresentada pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), Sarney era acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido sobre sua participação na direção da Fundação José Sarney.

Agência Estado |

Duque pediu o arquivamento alegando que a denúncia de Virgílio era baseada apenas em recortes de jornais. "O Conselho não pode ser instrumento para denúncias vazias, baseadas em denúncias de jornais, os quais o objetivo ninguém sabe qual é", justificou Duque. Pouco antes, Duque havia anunciado arquivamento da denúncia de que Sarney teria beneficiado o neto José Adriano Sarney, em operações de crédito consignado de funcionários da Casa.

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) protestou contra a decisão e disse que Paulo Duque está fazendo juízo de valor ao negar a abertura de processo contra Sarney. Segundo o senador democrata, as provas reclamadas pelo presidente do Conselho deveriam ser apuradas após a abertura do processo e não antes. Os partidos de oposição já anunciaram que vão recorrer também dessa decisão de Duque.

Sarney é suspeito de possível participação em um esquema de desvio de dinheiro de patrocínio cultural da Petrobras à Fundação José Sarney. Em plenário, hoje, o peemedebista negou ter responsabilidade sobre a administração da Fundação. O estatuto, no entanto, diz que Sarney é presidente vitalício e tem total controle sobre a instituição.

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