Conselho de Ética absolve Paulinho da Força

BRASÍLIA - O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara absolveu por 10 votos a 4, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), da acusação de participação em um esquema de desvio de verbas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ação desbaratada pela Operação Santa Tereza da Polícia Federal.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

O relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), apresentado na semana passada ao Conselho de Ética, pedia a cassação do deputado, mas acabou rejeitado nesta quarta-feira. Assim, a única possibilidade de Paulinho ser julgado em plenário é se pelo menos 52 deputados assinarem um recurso.

Segundo Piau, todos os envolvidos na operação Santa Tereza eram pessoas próximas a Paulinho e procuraram o deputado quando a ação foi deflagrada. Isso deixaria claro, segundo o relator, que o deputado petebista seria a figura central do esquema. Paulo Piau admite, porém, não ter encontrado prova de repasse direto dos recursos desviados do BNDES para Paulinho.

Meu relatório é técnico e é a expressão da verdade. Não existem suposições, existem fatos e provas e o conjunto de provas aponta a existência do desvio de recursos do BNDES. O deputado Paulo Pereira da Silva sabia do esquema, se beneficiava do esquema, embora não recebesse recurso na sua conta bancária, disse Piau.

Paulinho nega qualquer envolvimento no esquema. Ele não participou da reunião de hoje do Conselho de Ética, pois está à frente da 5ª Marcha das Centrais Sindicais, que é realizada na frente do Congresso Nacional. "É uma coincidência. O evento já estava marcado", disse Paulinho.

Com a rejeição do pedido de cassação, o colegiado nomeou o deputado Zé Carlos Araújo (PR-BA) como novo relator do caso. Ele deverá elaborar agora o "parecer do vencido", dizendo se Paulinho foi absolvido por inépcia [acusação infundada] ou  por falta de provas. Concluída pela primeira opção, o relatório será votado pelo Conselho de Ética e arquivado. Caso a razão tenha sido falta de provas, o relatório poderá será levado à plenário.

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