Conselheiro vê impedimento a troca em fundo de Furnas

Considerado peça-chave numa eventual votação para a substituição do presidente e diretor financeiro da Fundação Real Grandeza, o conselheiro indicado pela Eletronuclear ao cargo, Wilson Neves, vê uma série de impedimentos legais para que a troca ocorra ou mesmo seja sugerida ao conselho. A principal delas é que o regulamento interno da fundação impede que uma matéria já rejeitada - como é o caso do pedido de exoneração do atual comando - seja apresentada para votação por apenas um membro do conselho.

Agência Estado |

“Nosso corpo jurídico já informou que são necessários quatro conselheiros apresentando a proposta, já que ela foi rejeitada pelo grupo conselheiro no passado. Ou se faz um acordo, ou essa proposta não tem base legal para existir”, revelou Neves, que diz ainda não ter uma definição sobre seu voto se eventualmente ocorrer a votação. “Temos de avaliar as bases legais para levar essa proposta adiante, ver se ela será benéfica ao fundo e se ela é desejada por funcionários e aposentados.” Para ele, a manifestação de protesto prevista para hoje indica que não.

Entre seis conselheiros que tomam as decisões sobre o fundo, três são eleitos pelos funcionários e pelos aposentados, dois são indicados por Furnas e um pela Eletronuclear. Neves é o suplente de outro indicado que renunciou ao cargo no ano passado - que não teria aguentado a pressão do “rolo compressor de Furnas” para aprovar a mudança na gestão da Fundação Real Grandeza. À época, ainda com Luiz Paulo Conde no comando de Furnas, a troca foi rejeitada. “Independentemente de apresentarem o mesmo nome ou outro nome, o regimento aponta que se trata de uma mesma matéria em questão”, avalia Neves. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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