Conselheira do Iphan é acusada de danificar imóvel

A empresária mineira Ângela Gutierrez, uma das conselheiras do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi condenada pela Justiça Federal por descaracterizar um imóvel no centro da histórica Tiradentes, no interior de Minas. O Ministério Público Federal (MPF) acusou Ângela de desrespeitar as recomendações do próprio instituto do qual é conselheira, substituindo janelas e portas na fachada principal da sua casa em Tiradentes.

Agência Estado |

O imóvel é tombado pelo Iphan.

A Justiça Federal julgou procedente a ação civil pública movida pelo MPF e determinou a troca imediata das esquadrias da fachada da casa. A Justiça, porém, discordou do pagamento de indenização por danos morais requerido pelo Ministério Público. Portas e janelas terão de ser substituídas por modelos saia e camisa, que eram as peças originais da casa.

As obras no imóvel, de acordo com a denúncia do MPF, foram feitas antes do pronunciamento do Iphan sobre o projeto de reforma apresentado pela proprietária. O instituto considerou que as portas e janelas sofisticadas que seriam instaladas não condiziam com as proporções e a arquitetura simples da casa no centro histórico de Tiradentes.

A empresária evitou polemizar. "Vou cumprir rigorosamente tudo o que foi determinado pela Justiça", afirmou. Ela não quis falar sobre os motivos que levaram o MPF para impetrar uma ação civil pública contra ela. Mas argumentou que ela é reconhecida nacionalmente como alguém que zela pela conservação do patrimônio histórico e não o contrário.

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