Conselhão quer reuniões mensais do Copom para reduzir Selic

BRASÍLIA (Reuters) - Integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do governo discutiram nesta quinta-feira pedir ao Banco Central que diminua o intervalo entre as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), disse o ex-governador do Rio Grande do Sul e componente do colegiado Germano Rigotto. Integrantes do chamado Conselhão, que congrega representantes de diversos setores do empresariado e da sociedade, reúnem-se no Palácio do Planalto para debater as propostas que serão levadas ao plenário do grupo, que será convocado em março. O ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, coordena a reunião.

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"Que haja uma antecipação da próxima reunião do Copom, para que haja a possibilidade da redução da Selic", afirmou Rigotto. "Duvido que tenha alguém contrário a isso."

O Copom concluiu na noite de quarta-feira a sua mais recente reunião, na qual decidiu cortar a Selic em 1 ponto percentual, para 12,75 por cento por ano. O Copom se reúne a cada 45 dias.

"A solicitação é para que seja mensal", acrescentou o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão. "Houve uma solicitação geral, foi unânime."

Outra medida discutida nessa reunião preparatória foi o reforço do caixa das empresas.

"Todas as empresas pedem que haja uma aceleração do ressarcimento de créditos (tributários) e a possibilidade de compensar em outros tributos federais", disse Rigotto.

Simão também pediu que a Receita Federal facilite a emissão de certidões negativas de débito, o que ajudaria a destravar o mercado imobiliário. "Hoje está sendo praticamente impossível trabalhar", criticou.

Segundo o presidente da CBIC, os representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) demandaram o lançamento de uma "agenda positiva" pelo governo. "O país precisa de muitas medidas nesta hora", defendeu Simão.

O setor da construção civil será contemplado por um pacote de incentivos a ser anunciado pelo governo nos próximos dias. De acordo com Simão, o segmento deve ter crescido 9 por cento no ano passado. Com as medidas do governo, estimou, o setor pode avançar 5 por cento em 2009.

"O setor tem fôlego para isso," destacou.

(Reportagem de Fernando Exman)

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