Conrad Murray volta aos tribunais pela morte de Michael Jackson

LOS ANGELES ¿ O ex-médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, vai à Corte Suprema do condado de Los Angeles para participar de uma audiência sobre o caso da morte do rei do pop, no qual é acusado de homicídio involuntário.

EFE |

O médico ganhou liberdade ao pagar uma fiança, mesmo depois que as autoridades apresentaram oficialmente acusações, baseadas em evidências, de que ele tem responsabilidade na morte repentina do cantor no dia 25 de junho.

A autópsia determinou que Jackson perdeu a vida por causa de uma intoxicação aguda de remédios, especialmente de um potente anestésico de nome propofol, que Murray admitiu ter fornecido ao artista para, segundo suas palavras, ajudar-lhe a conciliar o sono.

O magistrado Keith L. Schwartz fixou uma fiança de US$ 75 mil, retirou o passaporte de Murray e o proibiu de receitar sedativos a seus pacientes.

Murray pagou a quantia e voltou ao trabalho, embora a promotoria tenha apresentado posteriormente uma solicitação para revogar a licença do médico na Califórnia, como exigiram as autoridades sanitárias do estado.

A defesa solicitou ao juiz Schwartz que despreze esse pedido devido à má situação financeira de seu cliente que, segundo o advogado Ed Chernoff, "está na corda bamba" econômica e precisa de renda para enfrentar o julgamento. Murray estima que se perder sua licença californiana, as autoridades de Texas e Nevada poderiam adotar a mesma medida e, por isso, ele ficaria sem poder trabalhar nos estados onde atua.

Desde a morte de Michael Jackson, o profissionalismo de Murray vem sendo questionado. Em março, Alberto Álvarez, antigo guarda-costas e chefe de logística do astro, assegurou que o médico atrasou deliberadamente a chamada aos serviços de emergência no dia da morte do "rei do pop" para recolher evidências dos remédios existentes no quarto do cantor.

As declarações foram consideradas "ridículas" pela defesa de Murray e podem ter sido o estopim para a demissão de Álvarez, que perdeu seu emprego com a família Jackson poucos dias depois de seu testemunho vir a público.

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