Após ficar uma semana sem realizar sessões solenes em decorrência do recesso branco para os parlamentares comparecerem às convenções partidárias e às festas juninas sem ter o salário descontado, o plenário do Senado retomou hoje a prática na homenagem aos 155 anos de nascimento do líder cubano José Martí. A sessão do Congresso, patrocinada por deputados e senadores, terminou virando um ato de oposição às sanções dos Estados Unidos contra Cuba.

Nenhum dos parlamentares que discursou, entre eles o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), se referiu à ditadura existente na ilha há mais de 30 anos.

Um dos convidados, o presidente da Assembléia do Poder Popular de Cuba, deputado Ricardo Alarcón de Quesada, falou sobre "o terrorismo dos Estados Unidos" contra seu país. Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), um dos signatários do requerimento para a realização da sessão, aproveitou a ocasião para sugerir medidas de política externa ao candidato democrata ao governo dos Estados Unidos, Barack Obama. "Queremos o fim do bloqueio", defendeu Suplicy. Ele pediu a Obama que cumpra a "palavra" dada em agosto de 2007, quando se comprometeu a normalizar a relação entre Cuba e os Estados Unidos.

Na quinta-feira, está prevista outra sessão solene, em homenagem aos 10 anos de falecimento do ex-presidente do Senado Humberto Lucena (PMDB-PB). Há 24 pedidos de homenagens na fila. Uma delas deve ser retirada a pedido dos homenageados. Trata-se da iniciativa do senador Magno Malta (PR-ES) de homenagear a empresa varejista Armazém Paraíba, pertencente à família do senador João Vicente Claudino (PTB-PI).

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