O presidente do Senado e do Congresso, senador José Sarney (PMDB-AP), encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei do Orçamento para 2010, aprovado pelo Congresso Nacional na noite do dia 22 de dezembro.


A partir de agora, Lula terá 15 dias úteis para sancionar a proposta, transformando-a em lei. Nesse período, técnicos do Ministério do Planejamento examinarão as emendas que os deputados e senadores fizeram no projeto original do governo, podendo fazer recomendações de veto à Presidência da República.

Sarney rubricou as oito páginas iniciais da redação final da proposta, composta por sete anexos, 17 quadros e milhares de páginas, as quais detalham todos os projetos e programas que receberão verbas federais neste ano. O Orçamento total da União para 2010 é de R$ 1,86 trilhão.

O projeto orçamentário para 2010 foi aprovado no final da noite do dia 22 de dezembro, poucos minutos antes do início do recesso parlamentar de fim de ano. Até então, não havia acordo partidário sobre o relatório final do relator-geral, deputado Geraldo Magela (PT-DF). O Partido Democratas discordou da decisão do relator de usar cerca de R$ 2,4 bilhões em emendas próprias, beneficiando vários projetos. Para evitar que a votação ficasse para fevereiro próximo, o governo concordou que o dinheiro das emendas do relator-geral fosse redistribuído com as bancadas parlamentares, beneficiando projetos de interesse dos 27 estados.

Quando os consultores do Congresso estavam fazendo a redação final do projeto, o líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), acusou o relator Geraldo Magela de não cumprir integralmente o acordo e chegou a pedir ao presidente José Sarney que não enviasse o projeto ao presidente Lula. O deputado Gilmar Machado (PT-MG), vice-líder do governo no Congresso, negociou com o relator-geral, que então concordou em abrir mão de quase todas suas emendas de investimento.

Geraldo Magela disse, em entrevista à imprensa, que a exigência do DEM estava retirando do orçamento R$ 1,8 bilhão destinado a vários projetos de infraestrutura nas cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Entretanto, ele admitiu que o problema será contornado pelo governo com o remanejamento de recursos dentro do próprio orçamento.

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