Congresso do PT deve aprovar resolução enquadrando Estados à estratégia nacional

O 4º Congresso Nacional do PT deverá aprovar uma resolução para que a Executiva Nacional do partido tenha o poder de resolver qualquer pendência em relação a coligações nos Estados. ¿Com certeza caberá ao diretório nacional a decisão final sobre qualquer formação de alianças¿, afirma o secretário de Comunicação do partido, Gleber Naime. O encontro da legenda acontece entre 18 e 20 de fevereiro, em Brasília.

Nara Alves, iG São Paulo |

A resolução é uma tentativa de enquadrar, principalmente, o PT de São Paulo e de Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do Brasil, onde a aliança com o PMDB ainda não está bem definida. O PT quer evitar o enfraquecimento da estratégia em torno da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

A chapa de Dilma terá um peemedebista ¿ o principal nome é o do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (SP) ¿ como vice. Em São Paulo, no entanto, a ala do PMDB liderada por Orestes Quércia defende a aliança do partido com os tucanos para eleger o governador de São Paulo, José Serra. Já em Minas, os dois partidos cogitam a criação de uma comissão de parlamentares para arbitrar o impasse político sobre uma candidatura conjunta ao governo.

A Executiva Nacional vai apresentar dois documentos no encontro dos correligionários, segundo o secretário. Um, com diretrizes de programas de governo, está sendo elaborado pela equipe do assessor para Assuntos Internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia. Outro, com as táticas eleitorais, será redigido pelo presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini, e deverá proibir alianças estaduais com DEM e PSDB.

Já houve uma primeira discussão, mas os textos ainda não foram aprovados para serem debatidos no Congresso do partido, diz Naime. As resoluções devem garantir que as negociações estaduais do PT com outras legendas, principalmente com o PMDB, sofrerão interferência da Executiva. O centro da política de nosso partido vai ser a aliança nacional e todos os Estados devem convergir para essa aliança, reforça. Além da apresentação das diretrizes e estratégias, o evento deve marcar a aclamação de Dilma como pré-candidata, mesmo que extra-oficialmente.

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