Congresso cria CPMI para investigar repasses ao Movimento dos Sem-Terra

BRASÍLIA ¿ O vice-presidente do Congresso, o deputado Marco Maia (PT-RS), fez a leitura do requerimento de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Campo em plenário durante a sessão conjunta no Congresso Nacional na manhã desta quarta-feira. A expectativa da instalação da CPI segue em suspense até a meia-noite desta quarta-feira, quando termina o prazo para que os 220 parlamentares que assinaram o pedido de abertura da CPI mudem de ideia e retirem suas assinaturas.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

A comissão pretende investigar os repasses de recursos federais e de entidades estrangeiras para movimentos sociais, como o Movimento dos Sem-Terra (MST). A base dos pedidos partiu de uma reportagem publicada pela revista "Veja" em que se denuncia a falta de prestação de contas do movimento sobre o uso do apoio financeiro que recebe.

O requerimento lido foi assinado por 185 deputados e 35 senadores, sendo que o número mínimo necessário era de 171 deputados e 27 senadores.  

A segunda coleta de assinaturas ganhou força após imagens divulgadas na imprensa em que mostram a destruição de um pomar da empresa Cutrale no interior de São Paulo, por militantes do MST com a utilização de um trator.

A iniciativa das bancadas ruralistas e cooperativistas é a segunda do ano. Na primeira, depois de lido, o pedido de criação, perdeu a assinatura de cerca de 40 deputados de última hora, por pressão da base aliada do governo, e a CPI não pode ser instalada.

A CPI vai investigar para onde vai o dinheiro que o povo paga em forma de impostos, para que não seja desviado para a criminalidade, defende o líder do DEM na Câmara, o deputado Ronaldo Caiado (GO). 

Outra estratégia de pressão dos apoiadores da Comissão para evitar a debandada de parlamentares é a divulgação dos nomes e partidos de todos os signatários na internet.

Denúncia 

Segundo a reportagem da revista Veja, o MST conta com o apoio financeiro de quatro entidades: a Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), a Confederação das Cooperativas de Reforma Agrária do Brasil (Concrab), o Centro de Formação e Pesquisas Contestado (Cepatec) e o Instituto Técnico de Estudos Agrários e Cooperativismo (Itac).

No período entre 2003 a 2007, as entidades foram beneficiadas com R$ 43 milhões dos cofres públicos.

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