SÃO PAULO - A Polícia Militar deverá manter a ocupação da Favela Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, por tempo indeterminado. No local, estão 180 policiais, em 60 viaturas de policiamento e da Tropa de Choque. A determinação foi dada pelo secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão.

No fim da tarde de segunda-feira, moradores da região atearam fogo em diversos veículos e depredaram estabelecimentos nas ruas da favela. Para impedir a entrada da polícia, foram montadas barricadas.

Segundo o chefe do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-5 (CPA/M-5), coronel Danilo Antão Fernandes, o protesto foi causado pela morte de Purcino , um foragido da Justiça com duas condenações por roubo.

AE

O saldo dos violentos protestos é de cinco feridos, sendo três deles policiais militares baleados durante os confrontos. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, os três estão internados, mas não correm risco de morte.

Há ainda dois feridos entre os moradores. O comerciante Derval Olímpio da Silva, de 44 anos, atingido no peito, foi medicado no Hospital Albert Einstein. A Polícia Militar informa que ele foi ferido por uma bala de borracha e já foi liberado.

O servente de pedreiro Marcione dos Santos, de 21 anos, também foi ferido. Ele diz ter sido atingido no ombro, por volta das 21h, quando chegava do trabalho. Segundo a Polícia Militar, ele foi socorrido ao Hospital Campo Limpo e já foi liberado. Neste caso, não há confirmação se o ferimento foi feito por bala de borracha.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o trânsito permanecerá bloqueado na região até a liberação pela PM (que não tem hora prevista para acontecer), entre as ruas Dr. Francisco Tomas de Carvalho e Dr. Flávio Américo Maurano, que fazem a ligação entre as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi. A alternativa para o motorista é seguir pela Giovanni Gronchi.

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