SÃO PAULO - O banqueiro Daniel Dantas, o ex-presidente da Brasil Telecom Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni chegaram, por volta das 10h desta quarta-feira, ao prédio da Justiça Federal em São Paulo. Nesta quarta-feira, o juiz Fausto De Sanctis recebe as alegações finais do processo em que Dantas, Chicaroni e Braz respondem por corrupção ativa. A sessão realizada na 6º Vara Criminal de São Paulo teve início às 10h.



AE
Daniel Dantas, em foto de arquivo
Daniel Dantas, em foto de arquivo
Daniel Dantas entrou no Fórum sem falar com a imprensa. Já o seu advogado Nélio Machado subiu o tom contra o juiz De Sanctis e, questionado se tem medo que o seu cliente seja preso novamente, disse que "tem uma preocupação fundada".

"Eu confio no Poder Judiciário e evidentemente não confio no juiz De Sanctis. Doutor Fausto criou uma relação de apaixonamento no caso", afirmou. O advogado defendeu ainda que De Sanctis deixe o processo, pois está tratando o seu cliente como "uma espécie de troféu".

"Os jornais publicaram foto dele com o meu cliente como se fosse uma luta medieval e não é", afirmou. Segundo Machado, nas alegações da defesa, que serão apresentadas nesta quarta, foram incluídos mais cem documentos - totalizando 300 páginas. "Fiz uma radiografia da perseguição mostrando as violências e as ilegalidades".

Machado disse ainda que "pressa" no julgamento só acontece quando o réu está preso, o que não é o caso. "O juiz criou um código que submete aos seus caprichos pessoais"

O procurador do caso, Rodrigo De Grandis, disse que o Ministério Público tem elementos suficientes para aplicar uma pena bem acima do mínimo legal e que ela pode chegar até 12 anos.

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