O Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) vai solicitar nesta sexta-feira que o Ministério Público Federal (MPF) apure as circunstâncias da morte do cabo do exército Emerson Rosa Bonfim, de 21 anos. O rapaz foi encontrado morto, na tarde do último dia 18, no quartel do Exército, em Osasco, na Grande São Paulo.

A versão recebida pelos familiares por parte das Forças Armadas é de que o cabo teria cometido suicídio. O Exército só comunicou a família às 22h daquele dia. Antes de sua morte, o cabo tinha adquirido 8 dias de folga. No entanto, após ir para casa usufruir da folga concedida pelo Exército, seus superiores começaram a ligar em sua residência nos dias subseqüentes, mas ele não os atendeu. Só voltou a ter contato com seus superiores no dia 18 de junho, antes de sua morte.

Logo pela manhã, quando chegou ao quartel, conversou com seus superiores, almoçou com os colegas e logo depois apareceu morto no banheiro do quartel. O exército alega que ele teria cometido o suicídio com um disparo de arma de fogo na cabeça. Segundo o perito criminal João Marcos, o Instituto de Criminalística "não foi chamado para fazer perícia no local dos fatos" e o exame residuográfico foi realizado na noite de ontem (18/6), num hospital de Osasco, onde estava o corpo, que foi liberado ontem pelo Instituto Médico Legal (IML).

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