Condenados ex-PMs por morte de jovens no Rio em 2003

Quatro ex-policiais militares acusados de capturar, torturar e matar com tiros de fuzil quatro jovens em São João de Meriti (Baixada Fluminense), em dezembro de 2003, foram condenados hoje a penas que variam de 67 a 68 anos de prisão pelo juiz a 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias. Os irmãos Rafael Medina e Renan, de 18 anos e 13 anos, o primo deles , Bruno Muniz Paulino e o cabo do Exército Geraldo de Azevedo Júnior, de 21 anos, foram agredidos quando saíam da boate Via Show, onde estiveram para comemorar o aniversário de Rafael.

Agência Estado |

Depois de ser adiado sete vezes, o julgamento começou na tarde de terça e terminou por volta das 2h de hoje. Na sentença, o juiz Paulo Roberto Maximiliano considerou "reprovável" a conduta dos policiais militares e disse que "suas personalidades são deformadas e voltadas para o crime com requintes de violência contra seus semelhantes, os quais deveriam proteger".

Segundo a investigação policial, o cabo teria se aproximado do carro onde estavam os PMs para urinar e teria sido confundido com um criminoso. Quando os três outros jovens foram procurar pelo amigo, os PMs os capturaram, os agrediram e obrigaram a entrar no carro dos policiais. Depois de espancados e mortos, os corpos dos quatro jovens foram deixados dentro de um poço em Imbariê, Duque de Caxias, município vizinho a São João de Meriti.

Os ex- PMs Fábio Guimarães Vasconcelos, Paulo César da Conceição e Eduardo Neves Santos foram condenados a 68 anos e quatro meses de prisão. Já Henrique Vitor de Oliveira Vieira, que havia sido condenado em um julgamento anterior a 25 anos de prisão e recorreu da sentença. Desta vez foi condenado a 67 anos.

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