Três homens acusados de participação no assassinato do advogado da prefeitura de Itu, Humberto da Silva Monteiro, foram condenados hoje pelo Tribunal do Júri. O crime ocorreu em janeiro de 2006.

Monteiro era também o advogado pessoal do prefeito da cidade, Herculano Júnior (PV), e foi morto com um tiro na cabeça depois de sair da prefeitura.

Ocupantes de uma moto dispararam cinco tiros contra a caminhoneta em que ele estava, na companhia do assessor de imprensa da prefeitura, Josué Dantas. O mecânico Thiago Martins Bandeira, de 21 anos, que fez os disparos, e o segurança Luis Antonio Roque, de 42, que o contratou, foram condenados a 16 anos de prisão. Eduardo Aparecido Crepaldi, de 21, que dirigia a moto usada no crime, recebeu pena de 10 anos e 8 meses. O julgamento, iniciado na quinta-feira, durou 14 horas.

O empresário Élio Aparecido de Oliveira Júnior, na época vice-prefeito da cidade, é acusado de ser o mandante do assassinato, mas ainda não foi julgado. O autor do tiro que matou o advogado disse que tinha sido contratado por ele para dar "um susto" na vítima. Como pagamento, segundo a denúncia, recebeu R$ 1 mil, mesmo valor pago ao piloto da moto.

De acordo com o Ministério Público, um dos motivos para o crime seria o fato de Monteiro ter perdido o prazo para sacar R$ 4 milhões referentes ao passe do jogador Juninho Paulista, que pertencia a Oliveira Junior. O dinheiro estava bloqueado pela justiça. Na época, ele era presidente do Ituano Futebol Clube e empresário de jogadores.

Oliveira Junior, que atualmente é vereador em Ribeirão Preto, nega envolvimento no crime. Ele entrou com recurso contra a decisão de levá-lo a júri e aguarda o julgamento. O ex-segurança do Ituano, Nicéia de Oliveira Brito, que participou da contratação do atirador, será julgado dia 15 de outubro.

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