Condenado nega as acusações contra ele e diz que menina ficava em sua casa para estudar

Médico e ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer
AE
Médico e ex-deputado estadual Luiz Afonso Sefer
O ex-deputado e médico Luiz Afonso Proença Sefer, condenado na terça-feira a 21 anos de prisão por abusar sexualmente de uma menina de nove anos, poderá recorrer à decisão da Justiça em liberdade. Nesta quarta-feira, a desembargadora Vânia Fortes Bitar, do Tribunal de Justiça do Pará, concedeu liminar em favor do ex-deputado . O mérito ainda será avaliado pelo Colegiado das Câmaras Criminais Reunidas que poderá manter ou não a liminar concedida.

Sefer, que já estava em liberdade, foi julgado à revelia. Na sentença condenatória, a juíza Maria das Graças Alfaia Fonseca, titular da Vara Penal de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém (PA), determinou também o pagamento de indenização por dano moral, no valor total de R$ 120 mil.

De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE), o ex-deputado "encomendou" em 2005 a menina a duas pessoas alegando que a garota iria ficar na residência dele para fazer companhia a outra criança. Após dois dias, Sefer, segundo a denúncia, passou a agredir e a abusar sexualmente da menina, que também era obrigada a ingerir bebida alcoólica. A criança teria sido vítima de violência até os 13 anos. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), o filho de Sefer, um adolescente, é acusado de também ter abusado da garota.

No interrogatório feito à juíza da vara especializada o réu negou a autoria do crime e alegou que a menina foi trazida para sua casa para estudar, e que as acusações seriam "uma atitude inconsequente da vítima e uma estratégia desta para não retornar ao município de Mocajuba (onde a garota vivia)". O acusado alegou que vinha planejando mandar de volta a menina porque ela tinha "mau comportamento".

(*com informações da Agência Estado)

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