Condenado, Dantas mantém prerrogativa de réu primário

SÃO PAULO - A Justiça condenou ontem Daniel Dantas a dez anos de prisão por corrupção ativa e multa de R$ 12 milhões - é a primeira condenação do sócio-fundador do Grupo Opportunity -, mas não mandou prendê-lo. No ápice da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, quando Dantas nem sequer havia sido denunciado pela procuradoria e não passava de investigado, o juiz Fausto de Sanctis decretou a custódia do banqueiro.

Agência Estado |

Foram duas ordens de prisão, expedidas nos dias 7 e 10 de julho, a primeira em regime temporário - caso Satiagraha -, a outra mais severa porque preventiva, relativa à acusação de suborno. Advogados e juristas destacam que Dantas mantém as prerrogativas de réu primário até o esgotamento de todos os recursos.

Além disso, não há notícia de risco de fuga ou que ele estaria ameaçando testemunhas. Ele só perde a primariedade quando houver sentença condenatória definitiva', disse o criminalista Laertes de Macedo Torrens. Mesmo que sejam abertas outras ações e que seja condenado mais uma vez, ele continuará primário até não haver mais possibilidade de recursos.

O advogado Alberto Carlos Dias enfatizou que a primariedade só é suprimida com sentença condenatória definitiva. Ele lembrou, porém, que a condenação aplicada agora irá constar da folha de antecedentes de Dantas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia mais sobre: Operação Satiagraha

    Leia tudo sobre: daniel dantasoperação satiagraha

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG