Comprovado! Malhação pode reduzir sensação de fadiga em 65%

Comprovado! Malhação pode reduzir sensação de fadiga em 65% Por Giuliana Reginatto São Paulo, 30 (AE) - Até o ócio é cansativo. Esta é a conclusão de um estudo conduzido pela Universidade da Geórgia, EUA, e publicado pela revista americana Psychotherapy and Psychosomatics.

Agência Estado |

Os pesquisadores, vinculados ao Exercise Psychology Laboratory, analisaram o comportamento de 36 sedentários que se queixavam de fadiga persistente e descobriram que o melhor remédio para combater o cansaço é, curiosamente, o aumento de atividades físicas.

Divididos em três grupos, os voluntários experimentaram três procedimentos: exercícios de baixa intensidade, de intensidade moderada e a completa inatividade. Após seis semanas de trabalho, os especialistas observaram que exercícios regulares, de baixa intensidade, eram capazes de diminuir em 65% a sensação de fadiga.

A constatação da Universidade da Geórgia comprova algo que muita gente já sabia - ainda que de forma empírica. A bancária Maria Talma Roland Christovam, 48 anos, que era sedentária, descobriu na ginástica uma fonte de energia há nove anos. "Todo dia eu chegava do trabalho às 21h30, jantava, dormia um pouco e depois ficava na bicicleta ergométrica até o começo da madrugada. Parece cansativo, mas você acorda com mais disposição, o dia rende mais", conta. Hoje, Talma treina com acompanhamento profissional quatro vezes por semana.

De acordo com o médico Samir Daher, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, a regularidade dos exercícios mantém estável a quantidade de endorfina no corpo, substância responsável pela sensação de ânimo e disposição. "A endorfina desencadeia esse sentimento de motivação e pode permanecer no corpo de um a três dias. Quando comemos algo muito calórico a endorfina também é liberada, mas seu índice pode cair em apenas uma hora", diz.

Para o ortopedista André Pedrinelli, vinculado ao Grupo de Medicina do Esporte da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), altos níveis de endorfina tornam o organismo mais resistente à dor, o que ajuda a entender o bem-estar promovido pela ginástica. "Em momentos de estresse o corpo libera hormônios que agem sobre a musculatura. Se ela está fortalecida pela atividade física, será menos exigida ao suportar esse estresse", argumenta.

Coordenador do Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o professor doutor Marco Túlio de Mello também acredita que a inatividade agrava a sensação de cansaço. "Quando não há qualquer tipo de esforço ou estresse, o nível de condicionamento geral do organismo diminui. Levando em consideração o atual nível de estresse psicológico em que nossa sociedade 24 horas se encontra e o baixo nível de atividade física, o organismo não possui condições mínimas para manter um bom funcionamento", conclui.

Que cansaço é esse? - Nem toda falta de ânimo deve ser remediada só com exercícios físicos. O cansaço freqüente pode ser um indicativo de várias patologias, tais como doenças cardiovasculares, diabete, obesidade, depressão, infecções, apnéia do sono e tumores malignos. Há, ainda, uma doença conhecida como Síndrome da Fadiga Crônica, caracterizada por dores de garganta, dores musculares, cefaléia, comprometimento da memória e concentração, fraqueza persistente e perturbações do sono. Consultar um médico é importante para diagnosticar quais são as causas reais do desânimo.

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