Compra de fraldas exige atenção a detalhes técnicos de fabricação

Compra de fraldas exige atenção a detalhes técnicos de fabricação Por Saulo Luz São Paulo, 06 (AE) - À primeira vista, comprar fraldas pode parecer algo simples e que não influencia muito no orçamento da família. Mas se o consumidor não tomar cuidado ao escolher esse item essencial para o bebê, poderá expor a criança a riscos desnecessários (assaduras, alergias, irritações e lesões na pele) e ainda gastar mais do que pensava.

Agência Estado |

"Parece simples, mas não é não. Existem fraldas de todos tipos e marcas e os bebês recém-nascidos podem ter alergia a uma enormidade de coisas. Por isso, é preciso escolher a fralda mais isenta de correr esse risco", explica Ana Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Uma forma de evitar problemas com alergia é escolher o modelo mais simples de fralda. "Evite comprar estes produtos que possuem cheiro ou são coloridos. O perfume, por exemplo, é alergênico e pode desenvolver alergia no bebê", diz Marina Jakubowski, química da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Já para evitar assaduras, a dica é escolher um produto que tenha boa capacidade de absorção e que não sofra vazamentos. "Além disso, também é bom escolher somente o tamanho certo da fralda para evitar que vaze. Por outro lado, uma fralda apertada vai marcar e machucar a pele do bebê", explica Marina, que lembra ainda que na embalagem do pacote deve conter os dados do fabricante (nome, CNPJ e telefone do SAC) para ele ser acionado em caso de problemas.

Outra preocupação dos pais é financeira. "Lembre-se de que, se o bebê ainda é alimentado com leite materno, as fraldas costumam ser o maior gasto", diz Ana. Neste caso, a dica é aproveitar as boas ofertas e comprar em grandes quantidades somente após ter certeza que o bebê se adaptou à marca e modelo em questão. "Armazenar fraudas antes do bebê nascer é algo comum, mas o tiro pode sair pela culatra. Se a criança tem alergia a algum componente da fralda, o consumidor vai ter um grande prejuízo", alerta Ana. "Em vez de estocar as fraudas, é melhor guardar o dinheiro para depois", completa.

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