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Composição é usada como coquetel do dia seguinte

Composição é usada como coquetel do dia seguinte Por Fernanda Aranda São Paulo, 23 (AE) - A ideia de recorrer aos antirretrovirais, tanto antes de fazer sexo sem proteção como depois, tem origem em informações incorretas sobre a ciência médica. Segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, a procura indiscriminada por esses medicamentos após a relação sexual sem preservativo, o chamado coquetel do dia seguinte, começou porque chegaram ao público informações erradas sobre as condutas do meio médico.

Agência Estado |

São dois casos em que não portadores são orientados a tomar a medicação. Primeiro, quando a pessoa é vítima de violência sexual, para evitar um possível contágio. Ou quando um profissional de saúde (médico, dentista, enfermeiro) sofre um acidente de trabalho e tem contato com sangue do paciente. "A indicação é restrita e não há nenhuma comprovação de que funciona como estratégia de prevenção", afirmou Maria Filomena Cernicchiaro, do Centro Estadual de Treinamento em DST/Aids de São Paulo. "Mas temos recebido pessoas que querem o medicamento porque esqueceram do preservativo depois da noitada. Alguns já chegaram até a ameaçar com violência diante da recusa, sem nem cogitar os efeitos colaterais que essas medicações podem acarretar."

Já a ingestão dos medicamentos antirretrovirais antes da relação sexual foi, segundo os especialistas, sequela de uma deturpação de novas pesquisas da medicina. "Há testes iniciais em camundongos sem ainda nenhuma evidência de que funcionam", afirma Éper Kállas, pesquisador da Faculdade de Medicina da USP.

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