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Como é feito o tratamento de bebês prematuros?

Como é feito o tratamento de bebês prematuros? Por Miriam Rika (*) São Paulo, 31 (AE) - Nas últimas décadas, houve aumento da sobrevida dos prematuros por conta de um acompanhamento pré-natal universalizado, com condições de diagnóstico do bem-estar fetal mais apurado e da utilização de corticóide antenatal. A reanimação neonatal na sala de parto também tem sida aprimorada.

Agência Estado |

Na UTI neonatal, o uso de surfactante e os avanços tecnológicos - com aparelhos de ventilação mecânica e melhor monitorização - e os cuidados especiais da enfermagem causaram um impacto muito grande não só na sobrevida como também na morbidade desses bebês nascidos prematuramente.

O prematuro deve ser encaminhado para um centro que disponha de material e de equipe especializada. É muito importante o atendimento desse bebê desde a sala de parto, que deve estar preparada para recebê-lo. Detalhes como aquecimento para evitar a hipotermia, condições de umidificação, monitorização da oxigenação e da circulação são essenciais para uma boa reanimação. O prematuro necessita muitas vezes da atuação do pediatra, que indicará um pouco de oxigênio e a estimulação tátil. Mas, às vezes, o pediatra iniciará a ventilação artificial já ao nascimento.

Na UTI neonatal, em alguns casos, é necessário administrar o surfactante para melhorar a troca gasosa nos pulmões do bebê. Também é necessário dar suporte nutricional adequado, via endovenosa, pois o trato digestivo do prematuro muitas vezes não tolera o alimento. Alguns bebês precisam de ajuda pra manter a pressão arterial adequada e de vigilância especial em relação a processos infecciosos, pois eles são mais suscetíveis à infecção.

O prematuro deve ser minimamente manipulado, evitando-se estímulos dolorosos e sensoriais, pois com isso diminuímos o risco de hemorragia intracraniana. Ou seja todos os órgãos são imaturos e devem ser acompanhados. Há um maior risco de surdez, deficiência visual e distúrbios neurológicos nos recém-nascidos prematuros e o pediatra deve acompanhar e diagnosticar todas essas alterações. O prematuro é um paciente muito especial, mas o potencial de sua recuperação é fantástico.

(*) Miriam Rika é médica neonatologista do Hospital São Luiz, em São Paulo.

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