Comissão vai ouvir servidor sobre publicação de atos secretos

BRASÍLIA - A comissão administrativa criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para investigar a edição de atos secretos no parlamento iniciou os trabalhos nesta segunda-feira. Estava previsto o depoimento do chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Landim confirmou que o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia ordenava pessoalmente a edição dos atos secretos que, nos últimos 14 anos, foram usados para contratar funcionários e aumentar salários sem que a sociedade tivesse acesso.

Ao mesmo jornal, porém, Agaciel Maia garantiu que os atos secretos foram publicados por erros técnicos do sistema. O ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi e o atual diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, também sabiam dos atos secretos, segundo Landim.  

Em entrevista coletiva à imprensa, José Sarney garantiu que não haverá represália à Franklin Albuquerque Paes Landim. "Posso assegurar que nós não vamos perseguir ninguém por causa de ter feito qualquer denúncia. Nós asseguraremos a todos que quiserem colaborar no inquérito absoluta liberdade, sem nenhuma represália a quem quer que seja. Quem fizer assim está prestando serviços ao Senado", garantiu o presidente.   

Maia foi exonerado da diretoria-geral do Senado este ano após ter sido veiculado na imprensa que ele teria uma casa avaliada em R$ 5 milhões, em Brasília, não declarada no Imposto de Renda. Ele havia sido nomeado diretor 14 anos antes, na primeira vez das três vezes que José Sarney presidiu o parlamento.

Comissão de sindicância

A comissão de sindicância que foi instalada na última sexta-feira para apurar as denúncias sobre os atos secretos do Senado tem o prazo de sete dias para concluir as investigações. Ela é formada por três servidores do Senado: Alberto Moreira de Vasconcellos Filho, Gilberto Guerzoni Filho e Maria Amália Figueiredo da Luz. Os trabalhos da comissão são acompanhados por um integrante do Ministério Público (MP) e por um auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).

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