BRASÍLIA - O Grupo Executivo da Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável (PAS), integrado por nove ministérios, definiu em sua primeira reunião, realizada hoje, sete pontos principais de atuação. Dois deles, considerados principais: a regularização fundiária e o zoneamento ecológico e econômico.

Segundo relato do ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, houve consenso entre os integrantes da reunião de que não dá para resolver os problemas da Amazônia apenas com medidas administrativas, sem a flexibilização das leis, de modo a tornar o morador irregular de terras em real proprietário. A Comissão defendeu também medidas de combate ao desmatamento, e de fiscalização das unidades de conservação.

Houve consenso, também, de que os pequenos agricultores muitas vezes funcionam como frentes de desmatamento e que por isso, a partir de agora, é preciso dar a eles um papel de vigia da floresta, inclusive com remuneração. O grupo defende ainda a organização da agricultura na Amazônia, de modo a transformar a pecuária extensiva em confinamento, e ampliar a área agrícola.

A comissão defende também que é preciso levar a indústria para a Amazônia, mas com critério, sem preconceitos. Participaram da reunião, além de Mangabeira Unger, os ministros da Defesa, Nelson Jobim, do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Agricultura, Reinhold Stephanes, do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel e de Minas e Energia, Edison Lobão, além de representantes dos ministérios da Casa Civil, Justiça e Integração Nacional.

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