BRASILIA - A reforma eleitoral, prevista para ser votada nesta terça-feira na reunião conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) no Senado, foi adiada mais uma vez, devido à falta de tempo para a análise das novas emendas.

O presidente da CCJ, Demóstenes Torres (DEM-GO), acatou a ponderação do senador petista Aloizio Mercadante (SP) para que a votação fosse adiada para a manhã desta quarta-feira.  Segundo as contas de Mercadante, só nesta semana foram enviadas 50 emendas.  Acho impossível votar. Precisamos nos reunir e dar um parecer final, avaliou.

A sugestão de Mercadante é de que a partir das 19h desta terça-feira sejam feitas reuniões entre líderes dos partidos para a análise em bloco das emendas, que já tâm consenso, e os destaques seriam analisados ponto a ponto.

Demóstenes definiu que a votação será feita na manhã desta quarta¿feira e, uma vez votada nas duas comissões, tentará incluir na pauta do plenário para ser votada na tarde do mesmo dia. Estamos lutando contra o calendário, alegou um dos relatores do projeto, o senador Marco Maciel (DEM-PE). Maciel se refere à necessidade da proposta voltar a ser encaminhada à Câmara e, para entrar em vigor na próxima eleição presidencial, precisará ser aprovada e promulgada até o dia 3 de outubro deste ano.

Durante a reunião, o relator Eduardo Azeredo (PSDB-MG) deu o parecer das emendas já apresentadas e o relator Marco Maciel (DEM-PE) fez a leitura das novas emendas.

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