Comissão do Senado adia sabatina de indicado para Abin

BRASÍLIA ¿ O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aceitou o pedido de vista e adiou para a próxima semana a sabatina de Wilson Roberto Trezza, indicado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Após a leitura do relatório do senador tucano Tasso Jereissati (CE), que apresentou a experiência profissional de Trezza, o senador Heráclito Fortes (DEM ¿PI) fez o pedido de vista. O pedido de vista é em relação ao órgão [não ao Trezza]. Ao contrário, foi o melhor momento que a Abin viveu. A minha questão é com a Abin que deixou de ser um órgão republicano para ser um órgão de arapongas, justificou Fortes. 

A ação gerou um bate-boca entre Fortes e o senador Wellington Salgado (PMDB-MG). Na avaliação do peemedebista, convocar o funcionário da Abin e não sabatiná-lo é extremamente desrespeitoso e desagradável para a Casa.

A Abin como está hoje deve ser agregada pela Polícia Federal. Espero que este pedido de vista sirva para uma reflexão, pediu Fortes. 
Na discussão, os senadores cogitaram a criação de uma audiência pública para analisar os trabalhos da agência de serviço secreto brasileiro, ainda sem data definida.

Não vejo como ter problemas com a sabatina. É natural [o adiamento], o Senado exerceu o seu direito. O que vi hoje é um exemplo de democracia, comentou o diretor interino da Abin sobre o adiamento da sabatina. O servidor afirmou ainda que pretende manter a conduta de discrição elogiada pelos senadores, caso seja aprovado na Casa Legislativa ao cargo.

Já fora da sessão, Trezza não quis rebater as críticas de Heráclito sobre os episódios do mensalão e dos aloprados. Ele disse apenas que precisaria primeiro ouvir os argumentos dos senadores antes de dar qualquer resposta. Não sei que argumentos ele dispõe, alegou.

Quem é Trezza

Wilson Trezza é bacharel em Administração pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, pós-graduado em Ciências Contábeis pela Fundação Getúlio Vargas. Possui cursos de especialização e aperfeiçoamento na área da segurança pública e Inteligência.  Na Agência Brasileira de Inteligência, Trezza atua no serviço de inteligência desde 1981. Atualmente, ele é diretor-geral substituto do órgão.

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