Comissão de Anistia julga oito processos em Alagoas

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do governo de Alagoas, deu início hoje, em Maceió, ao julgamento de oito processos de pessoas que sofreram perseguição ou se sentiram lesadas pela ditadura militar. Desses processos, cinco pertencem a perseguidos políticos já falecidos, mas o julgamento será realizado para que a família tenha direito a reparação.

Agência Estado |

"Estamos aproveitando a nossa passagem da Caravana da Anistia por Maceió para julgar esses oito processos", disse a vice-presidente da Comissão, Maria Aparecida Bellato, acrescentando que a sessão de julgamento só será encerrada quando julgar o último processo.

A sessão de julgamento, realizada no auditório do Palácio República dos Palmares, foi presidida por Maria Aparecida, que estava acompanhada de mais três conselheiros. Segundo ela, cerca de mil processos foram abertos para apurar perseguição políticas a alagoanos e apenas 30% deles já foram julgados.

Em todo o País, de acordo com ela, mais de 60 mil processos foram abertos para apurar perseguição do regime militar a militantes políticos brasileiros. Na próxima semana, a Comissão de Anistia estará no ABC paulista para julgar os processos de sindicalistas que foram perseguidos pela ditadura militar.

Arquivo do DOPS

Durante a passagem por Maceió, a Comissão de Anistia recebeu os documentos da época da ditadura militar, que estavam em poder da Universidade Federal de Alagoas. Segundo Leonardo Suarez, assessor técnico da Comissão da Anistia, são cerca de 15 mil documentos que pertenciam aos arquivos da antiga Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). "São fotos, fichas e relatórios sobre as atividades dos presos políticos de Alagoas", afirmou.

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