Comissão da Câmara quer discutir caso Real Grandeza

Um dos primeiros atos do presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara, deputado Bernardo Ariston (PMDB-RJ), eleito hoje para o cargo, será colocar em votação o pedido para tratar da situação do fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletronuclear, o Real Grandeza. A comissão foi instalada hoje, junto com as demais comissões permanentes da Câmara, com a eleição do presidente.

Agência Estado |

"Precisamos acompanhar de perto essa questão. Estão sendo feitas ilações com interesses obscuros", disse o presidente.

Assim que Ariston foi eleito, o deputado José Otávio Germano (PP-RS) apresentou o requerimento para que sejam ouvidos na comissão o presidente de Furnas, Carlos Nadalutti Filho, o presidente da Fundação Real Grandeza, Sérgio Ferraz Fontes, o secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, Ricardo Pena Pinheiro, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Energia do Rio de Janeiro, Magno dos Santos Filho, e a presidente da Associação dos Aposentados de Furnas, Tânia Vera da Silva.

"Esse é um tema que está sendo muito debatido de forma equivocada. Precisamos apresentar a realidade dos fatos para a sociedade", argumentou Ariston. Segundo ele, as reportagens publicadas sobre a tentativa de troca de diretores do fundo colocaram "erroneamente" que havia interesse da bancada do PMDB do Rio de Janeiro na substituição do comando do Real Grandeza.

Na semana passada, por intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi abortada a tentativa de troca dos diretores do fundo de pensão. Funcionários de Furnas, que chegaram a ameaçar entrar em greve para impedir a alteração, apontaram interesses políticos do PMDB de dirigir o fundo, que tem um patrimônio em torno de R$ 6,3 bilhões.

Ariston não quis revelar se já havia assinado o requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os fundos de pensão, proposta pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos defensores da mudança da diretoria do fundo. Ariston é ligado ao grupo de Cunha e chegou ao cargo de presidente por sua indicação. Cunha começou ontem a recolher as assinaturas para a CPI e já obteve apoio dos partidos de oposição - PSDB, DEM e PPS. Além da discussão dos fundos de pensão, a comissão de Minas e Energia, nas mãos do PMDB, terá também a tarefa de debater projetos que vão tratar da exploração do petróleo na bacia da chamada camada do pré-sal.

O PMDB ficou com o comando das principais comissões na Câmara. Além de Minas e Energia, o partido emplacou o deputado Tadeu Filippelli (PMDB-GO) na presidência da Comissão de Constituição e Justiça, que é a principal comissão da Casa. Por ela, passam todos os projetos em tramitação. O partido elegeu também a deputada Elcione Barbalho (PA), para a presidência da Comissão de Seguridade Social.

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