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Comissão adia análise de ação contra deputados do DF

A Comissão de Ética da Câmara Legislativa decidiu adiar a análise do pedido feito pelo Corregedor-Geral da Casa, Raimundo Ribeiro (PSDB), para que seja aberto processo disciplinar contra mais cinco deputados distritais da base aliada envolvidos no Mensalão do DEM. Não há data para que os pedidos do corregedor voltem à pauta da comissão.

Agência Estado |

Ao todo, Ribeiro sugeriu investigação contra nove deputados. Hoje, a Comissão de Ética arquivou o pedido de investigação contra Cabo Patrício, do PT, e abriu ação contra três: Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), Júnior Brunelli (PSC), e Eurides Brito (PMDB). Patrício é presidente em exercício da Câmara Legislativa, e era acusado de ser autor de um projeto que tinha como objetivo beneficiar empresas do filho do deputado Leonardo Prudente.

A deputada Érika Kokay (PT), presidente em exercício da Comissão de Ética, disse que, ao contrário de Prudente, Brito e Brunelli, que foram gravados em vídeo recebendo dinheiro de suposta propina, ou outros cinco deputados são apenas citados no inquérito da Operação Caixa de Pandora, que investiga o esquema de corrupção local que seria comandado pelo governador afastado José Roberto Arruda, preso desde o último dia 11 pela Polícia Federal.

Na avaliação da deputada, se os processos contra estes deputados fossem abertos agora, em menos de um mês a comissão teria que arquivá-los. Segundo Kokay, o comitê de ética não tem poderes para pedir quebra de sigilo bancário e telefônico dos deputados e não poderia averiguar se as denúncias procedem ou não. "Vamos fazer o que? Intimar o deputado e perguntar se ele recebeu propina? Ele dirá que não e teremos que arquivar", disse a deputada.

Érika Kokay afirma que, quando a Polícia Federal concluir as investigações ou quando a CPI da Corrupção encontrar provas cabais, os pareceres do procurador serão colocados em pauta na Comissão de Ética. O deputado Batista das Cooperativas (PRP), também se adiantou em dizer que a comissão não se omitirá quanto ao caso dos cinco parlamentares denunciados. "Não haverá nenhuma tentativa de enrolação. A comissão não inocentou ninguém. Deixamos sobrestados outros cinco", disse.

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