Comida na mesa, dúvida na cabeça

Comida na mesa, dúvida na cabeça Por Humberto Maia Junior A publicitária Stela Mara do Amaral, de 26 anos, é o tipo de pessoa que olha as informações nutricionais nas embalagens dos alimentos que compra. Ela procura sempre incluir nas refeições alimentos saudáveis, mas nem sempre consegue.

Agência Estado |

Mais difícil é se manter afastada de doces e chocolates. "Moro com meus pais, eles não são tão ligados como eu em nutrição e há um conflito." Enquanto ela quer mais verduras e cereais integrais, seus pais preferem chocolates e outros doces. Como não consegue ganhar sempre, acaba se sentindo culpada: "Poderia me alimentar melhor."

A dúvida de Stela é comum a muitas outras pessoas: afinal, o que é uma boa alimentação? É seguir à risca aqueles cardápios super restritivos que impõem grãos integrais, grelhados, verduras e banem doces e frituras? Segundo os nutricionistas ouvidos pela reportagem, tanto rigor é necessário para atletas, pessoas com alguma doença que exija uma dieta rigorosa ou que precisem perder muito peso.

Nutricionista da Clínica RG Nutri, em São Paulo, Andrea Andrade explica que a boa alimentação deve ser variada e incluir todos os tipos de alimentos: os energéticos, os construtores e os reguladores.

Os energéticos são os alimentos a base de carboidratos (pão, arroz ou massas, de preferência integrais, ricos em fibras, que facilitam a digestão e reduzem a absorção de gorduras e açúcares); os construtores são as carnes, leite e derivados, ricos em proteínas e ajudam na construção dos tecidos; e os reguladores são as vitaminas, ácidos graxos e sais minerais, que ajudam no bom funcionamento do organismo e previnem doenças. E é esse terceiro grupo que as pessoas negligenciam.

Carne é bom e praticamente todo mundo come. O mesmo vale para um pão, um biscoito um chocolate. Mas quem é que faz questão de se empanturrar de beterraba, rúcula, espinafre ou tomate? Segundo a nutricionista Solange Saavedra, o brasileiro das grandes capitais é obrigado a comer na rua e são poucos os que consomem todos os nutrientes necessários - mesmo num restaurante a quilo, onde a variedade de carnes e saladas é grande. Ela explica o erro: a pessoa entra na fila e vai se servindo com o que lhe apetece. O resultado é um prato cheio e desequilibrado. Por exemplo: em vez de uma porção de carboidrato,se serve de quatro: arroz, batata frita, polenta e macarrão. "Geralmente deixam a salada de fora." O correto, diz Solange, é ver todas as opções e fazer as escolhas antes de se servir.

Consumindo porções regulares de frutas, verduras, legumes, fazer refeições e lanches a cada três horas, além de beber pelo menos dois litros de água garantem uma alimentação saudável, diz Andrea. Cumprindo o mínimo, é possível comer doces, frituras e alimentos gordurosos. Sem exagero. E sem culpa.

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