Um em cada três postos de Gás Natural Veicular (GNV) no Estado de São Paulo pode estar envolvido em esquemas de adulteração de equipamentos de regulagem do combustível. A denúncia partiu da rede de concessionárias da Comgás (Companhia de Gás de São Paulo).

A empresa entrou ontem com representação no Ministério Público Estadual (MPE), pedindo a abertura de procedimento criminal para apurar o golpe. Os prejuízos são estimados em R$ 6 milhões por mês.

Segundo denúncias, os golpistas adulteram o medidor que registra o combustível distribuído pela Comgás. Os criminosos tiram o lacre do equipamento e substituem as engrenagens. O relógio marca um volume de gás inferior ao que foi fornecido e o dono do posto só paga a parte que fica registrada no medidor.

Advogados da Comgás protocolaram ontem a representação no MPE. O documento, de 12 páginas, foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira. O protocolo foi registrado sob número 0136748/08. Na página 1, os advogados argumentam que a empresa “vem constatando a existência de indícios veementes da atuação de grupos organizados voltados à prática de atividades ilícitas no mercado de GNV, provocando graves prejuízos ao patrimônio, à livre concorrência e ao consumidor”. As informações são do Jornal da Tarde.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.