Comércio pede prazo maior para restrição de caminhões

Entidades representantes do comércio na cidade de São Paulo pediram hoje (08) ao secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, um prazo maior para a aplicação das medidas de restrição à rodagem de caminhões na capital paulista. O decreto entra em vigor 45 dias depois da publicação em Diário Oficial, que ainda não tem data definida.

Agência Estado |

As propostas das entidades serão detalhadas e oficializadas em até dez dias, em um documento a ser enviado para a Secretaria.
Para o representante da Federação do Comércio de São Paulo, (Fecomércio), José Carlos Larocca, que também é presidente do Sindicato das Lavanderias de São Paulo (Sindilav), a adaptação do setor às mudanças vai levar, no mínimo, 90 dias, contados a partir da publicação da lei. "Não somos contra as medidas", disse Larocca. "Somos contra a exigüidade de tempo imputada aos setores."
O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, sugere que a prefeitura faça um período de teste de 60 ou 90 dias depois da oficialização das medidas, para avaliar o impacto delas no trânsito da cidade. "Esse prazo é necessário, para sabermos o que, na prática, dá ou não resultado e propormos as correções necessárias", disse Burti.
O pedido de mais tempo para se adaptar à lei está também entre as reivindicações da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Segundo o superintendente da entidade, Carlos Correia, o comércio precisa organizar uma estrutura de funcionários e segurança para passar a receber produtos de noite e de madrugada, como manda a nova regra. "Vamos solicitar prazos adicionais", afirmou Correia, "É preciso uma reorganização dos funcionários, o que complica as mudanças."

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