Comércio fecha no Rio por suposta ordem do tráfico

O comércio amanheceu fechado no Rio Comprido, na zona norte do Rio de Janeiro. A ordem teria partido de criminosos em represália à morte do traficante Leozinho dos Prazeres, no Morro da Fallet.

Redação com Agência Estado |

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    AP

    Policiais militares se protegem na operação desta quarta-feira

    A Polícia Civil realiza operação na favela de Vigário Geral, também na zona norte, em busca de armas e drogas. No entanto, a polícia ainda não deu informações sobre possíveis feridos. Desde sábado, quando traficantes abateram um helicóptero da Polícia Militar (PM), 34 já morreram em confrontos armados, informou a corporação.

    Outra operação para busca de drogas e bandidos é realizada na tarde desta quinta-feira na Favela do Kelsons, na Zona Norte. De acordo com a polícia, quando o efetivo do 16º Batalhão chegou à favela, houve disparos. No entendimento da PM, no entanto, trata-se de uma prática comum dos traficantes, que serviria para avisar que a polícia chegou. A PM afirma que trabalha com reforço policial em diversas regiões da Zona Norte e central.

    Na noite de quarta-feira, os corpos de dois homens mortos foram deixados em frente ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na zona norte da cidade.

    De acordo com a Polícia Militar, os dois seriam traficantes da Vila Cruzeiro e foram baleados ao trocar tiros na tarde de quarta-feira com agentes do 16º Batalhão (Olaria). O motorista da van que transportou os cadáveres disse ter sido ameaçados por homens armados para levar as vítimas.

    Clima de tensão

    Investigações da polícia fluminense indicaram que a ordem de invasão ao Morro dos Macacos que deu início à onda de violência teria partido do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, onde estão presos chefes do tráfico de drogas no Rio.

    Apesar de o Ministério da Justiça ter negado essa informação, o secretário estadual de Administração Penitenciária, Cesar Monteiro, voltou a afirmar que detentos foram os responsáveis pelo ataque.

    "Nosso sistema não prevê isolamento pleno... Essa comunicação é possível de ser feita durante as visitas íntimas, não há incomunicabilidade de presos por longos prazos", disse ele a jornalistas.

    A onda de violência na cidade nos últimos meses despertou preocupações internacionais quanto à realização dos Jogos Olímpicos de 2016, apenas duas semanas após o Rio ter vencido a concorrência de Chicago, Madri e Tóquio na eleição do Comitê Olímpico Internacional (COI).

    Para o ministro do Turismo, no entanto, os incidentes no Rio não devem prejudicar a vinda de turistas estrangeiros ao Brasil nos próximos meses.

    "Não adianta esconder o sol com a peneira. Temos uma imagem mundial positiva e ganhamos projeção. A violência não é um problema do Rio, é das grandes metrópoles", disse a jornalistas durante visita à cidade o ministro Luiz Barretto.

    Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu uma ajuda de R$ 100 milhões para reforçar a polícia do Rio, de acordo com o governador Sérgio Cabral.

    Operação da PM deixa alunos sem aula; assista ao vídeo:

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