Cannes (França), ¿ O Festival de Cannes termina hoje à noite, após a entrega da Palma de Ouro, com a exibição de What just happened?, de Barry Levinson e com Robert De Niro, Sean Penn, John Turturro e Bruce Willis no elenco. Penn não pôde participar da apresentação do filme à imprensa, pois está ocupado com as últimas deliberações do júri da Palma de Ouro do 61º Festival de Cannes, presidido por ele.

Muitas das celebridades do filme faltaram, mas De Niro, protagonista e co-produtor; Levinson, diretor dos consagrados "Rain Man" e "Bom dia, Vietnã"; o autor do best-seller que inspirou a adaptação para o cinema, Art Linson; e o produtor Todd Wagner participaram da coletiva.

"É uma comédia sobre desesperança e traição", mas não um filme de vingança contra certas pessoas, disseram.

Não há como ser de outra maneira se "em Hollywood todo mundo é um caracol sobre uma parede de vidro, seja Steven Spielberg ou um desconhecido", afirmou Linson, que também produziu "Os intocáveis".

O filme tenta retratar duas semanas da vida de um produtor em plena crise pessoal e profissional, que "mente muito, engana muita gente", mas que "também tem coração e tentar progredir na vida", explicaram.

Sobre seus colegas, De Niro disse que todos quiseram "rir deles mesmos" neste filme baseado em experiências reais, que, segundo disse, "não é apenas uma comédia".

Um De Niro com olhar indefinido e bem mais sério ao longo de toda a coletiva disse: "A vida é bela, tenho minhas próprias preocupações, nada é perfeito".

Os promotores do filme também se mostraram muito críticos ao fato de que, em Hollywood, o que conta não é a qualidade de um filme ou trabalho de seus atores, mas "são os números que valorizam um filme, e todo mundo vive em função de seu faturamento".

O impacto de Cannes é evidente, pois os filmes têm que ser internacionais hoje, eles "têm que viajar pelo mundo inteiro" se quiserem prosperar, e se ele não sair do mercado americano, "terá problemas financeiros", lembrou Linson.

Daí a "considerável importância" de um filme ser apreciado em Cannes, e o perigo de também não o ser.

Cannes agradou tanto a DeNiro que o ator se ofereceu para compor o próximo júri, que concede a Palma de Ouro.

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