Cinco dias após o início dos deslizamentos em Santa Catarina, por causa das chuvas constantes que atingiram o Estado, bombeiros, militares, voluntários e policiais conseguiram pisar ontem na região do Morro do Baú, entre Blumenau e Ilhota, e começar os trabalhos para resgatar as vítimas da tragédia. Os helicópteros já retiraram os vivos.

Agora, temos que encontrar os mortos”, diz o subtenente José Eduardo Fabres de Jesus, de 40.

Outras localidades continuam com o acesso complicado para quem trabalha no resgate. Apesar de o governo de Santa Catarina afirmar que não há mais lugares isolados, pelo menos cinco comunidades de Blumenau e dois bairros do município de Garcia só são acessíveis por helicóptero ou por grandes jipes do Exército. Os militares também se preocupam com a segurança pública. Além de boatos estupros na periferia de Blumenau e do Baú, há relatos de que pessoas com fardas falsas do Exército estão entrando nas casas para roubar. No entanto, o tenente-coronel Dalri, comandante das operações na região, nega esse tipo de ocorrência.

“Já vi pessoas com armas à noite, rondando as casas para ver se há algo de valioso”, diz o policial civil de Blumenau Marcos Augusto Pomarim. “Soubemos até de criminosos que estão indo aos abrigos para checar se há alvos valiosos e para descobrir quais casas estão abandonadas. A natureza humana é assim, há voluntários que estão há dias sem dormir apenas para ajudar a sua comunidade, enquanto há pessoas que só querem se aproveitar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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