Começa no Rio capacitação de agentes de segurança

RIO DE JANEIRO - Começa nesta segunda-feira, a primeira edição do curso Uso Progressivo da Força e de Técnicas e Tecnologias Não Letais, na Academia de Polícia Militar D. João VI, em Sulacap, na zona oeste do Rio. Ao todo, 35 Policiais Militares e 10 Civis terão serão instruídos sobre o uso de armas não letais.

Redação com Agência Brasil |

A iniciativa é parte das ações do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que também tem o objetivo de dar às polícias uma formação voltada para o respeitos aos direitos humanos.

O curso terá 40 horas semanais e será ministrado por instrutores da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Departamento de Polícia Federal. A aula inaugural terá palestra do subsecretário da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Pedro Montenegro. A expectativa do Pronasci é que 500 policiais se formem e que sejam ministradas 10 edições do programa de capacitação até o próximo mês de outubro.

Treinamento na PM

Casos de violência envolvendo policiais fizeram com que a Secretaria de Segurança Pública do Estado optasse pelo uso das armas não letais. No mês de julho, policiais dos Grupos de Ações Táticas (GAT) do 3º BPM (Méier) e do 22º BPM (Benfica) e uma equipe da Ronda Ostensiva Nazareth Cerqueira (Ronac) participaram de um treinamento para o uso dos equipamentos.

Luiza Reis
Kits serão entregues aos 19 batalhões
O treinamento, que até agora era exclusivo dos policiais do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), consiste de três módulos - dois teóricos e um prático. Eles incluem um curso gradual seletivo da força e manuseio das granadas e das munições de impacto controlado.

"Estamos agora intensificando esse treinamento com as demais unidades da Polícia Militar da capital. Nos cursos de formação, os policiais têm contato com armas não letais, mas com a intensificação dos treinamentos que ora se iniciam pretendemos atender a uma demanda social de diminuição do alto índice de letalidade existente atualmente", explicou o comandante geral da PM, coronel Gilson Pitta.

Depois de treinados, os batalhões operacionais da Polícia Militar recebem um kit com 86 equipamentos não letais para ser usado no policiamento ostensivo. Cada maleta contém munições de impacto controlado (balas de borracha), granadas e sprays de pimenta.

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