O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como Bida, e Rayfran das Neves Sales, acusados de serem, respectivamente, o mandante e o assassino da missionária Dorothy Stang, enfrentam novo júri popular nesta segunda-feira, na 2ª Vara do Júri, em Belém (PA).

Dorothy, defensora dos direitos humanos e que trabalhava em área de conflitos fundiários, foi morta a tiros em Anapu, a 300 quilômetros da capital paraense, em 12 de fevereiro de 2005. A previsão é a de que o julgamento demore dois dias.

Como Moura e Sales foram condenados a mais de 20 anos de prisão cada um, 30 e 27 anos respectivamente, eles têm direito a novos julgamentos. O fazendeiro foi condenado em 14 de maio de 2007. Sales, executor do crime, foi condenado em dezembro de 2005, recorreu e em 22 de outubro de 2007 o júri confirmou a condenação. A defesa dele recorreu, alegou problemas técnicos e o segundo julgamento foi anulado.

Amair Feijoli da Cunha, acusado de intermediar o crime, recebeu pena de 27 anos de prisão, reduzida para 18 anos por causa da delação premiada. Clodoaldo Carlos Batista, que presenciou o crime e nada fez para impedi-lo, foi sentenciado a 17 anos de reclusão. Regivaldo Pereira Galvão, acusado de ter planejado e mandado matar a missionária, também deve ir a júri. Ele está recorrendo em instância superior. Moura, Sales e Cunha estão presos.

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