Começa hoje 13º Festival de Cinema Judaico em São Paulo

SÃO PAULO ¿ Treze, na cultura judaica, é a idade em que os meninos atingem a maioridade religiosa (bar-mitzvah) e podem participar pela primeira vez do ofício na sinagoga. Muitos dos filmes escolhidos para a 13ª edição do Festival de Cinema Judaico de São Paulo, que começa hoje, mostram crianças e adolescentes em ritos de passagem para a vida adulta, um processo que, informa o catálogo do evento, pode ser divertido ou doloroso.

Agência Estado |

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Brasileiro "Tempos de Paz", de Daniel Filho, abre programação do festival nesta segunda

Outros filmes abordam a convivência entre árabes e judeus, retratam o bom humor judaico ou colocam na tela o cotidiano israelense.

Um filme brasileiro foi escolhido para abrir o festival. "Tempos de Paz", de Daniel Filho, adaptado da peça "Novas Diretrizes em Tempos de Paz", de Bosco Brasil, já encerrou o Festival de Paulínia. O filme não se liga necessariamente à cultura judaica, mas um dos atores, Dan Stulbach, é judeu, a história remete a experiências vividas por imigrantes poloneses durante a 2ª Guerra.

Outros títulos devem se destacar. "Tehilim - O Livro dos Salmos", do diretor Raphael Nadjari, é dos melhores. Outro diretor, o checo Jiri Chlumsky virá à cidade para apresentar pessoalmente "Promessa Rompida", melhor filme segundo o júri popular do Festival de Cinema Judaico de Los Angeles deste ano, que conta a história (real) de Martin Friedmann, jogador de futebol que viu a família ser levada para os campos de concentração da Polônia e, como reação, se uniu aos partisans.

A maioria desses filmes já foi testada ¿ e aprovada ¿ em outros festivais. "Aritmética Emocional", de Paolo Barzman, passou no Festival Judaico de Boston. Susan Sarandon sobreviveu ao horror do nazismo, casou-se e constituiu família no Canadá, mas agora a chegada de dois visitantes a leva a confrontar um passado que preferiria esquecer.

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Diretor checo Jiri Chlumsky, de "Promessa Rompida", virá ao Brasil apresentar o filme

"Acne", do uruguaio Federico Veiroj, foi premiado em San Sebastián (e ganhou o Goya de melhor filme estrangeiro em língua espanhola). "A Onda", de Dennis Gansel, repercutiu bem em Sundance. Em "Duas Senhoras", de Philippe Faucon, que também passou em Boston, uma jovem enfermeira árabe, cansada de ser discriminada por sua ascendência, vai dar atenção a uma judia rica (e idosa). E em "Estranhos", de Erez Tadmor e Guy Nattiv ¿ Sundance, Festival de Boston, Mostra de São Paulo ¿ um israelense e uma palestina iniciam uma relação intensa.

Será interessante acompanhar "Trabalho de Árabe", de Ron Ninio, primeira série israelense a retratar uma família árabe. Na rigorosa seleção de documentários, Raphael Nadjari, de "Tehilim", conta uma história do cinema israelense. "Novos Lares", de Radamés Vieira, investiga a comunidade judaica de Nilópolis, na Baixada Fluminense, e "Ser Judeu na França", de Yves Jeuland, retraça, desde o Caso Dreyfuss, a história do antissemitismo no país.

Serviço ¿ 13º Festival de Cinema Judaico
De 04 a 09 de agosto, em São Paulo
Cinemark Pátio Higienópolis (R$ 8), Cinesesc (R$ 8), Teatro Anne Frank / A Hebraica (grátis), Teatro Arthur Rubinstein / A Hebraica (R$ *), Teatro Eva Herz / Livraria Cultura (grátis)
Programação: consulte no site oficial

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