Começa a sessão da CPI da Petrobras com mais dois depoimentos

BRASÍLIA ¿ A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras do Senado começou a sessão que vai ouvir mais duas pessoas na tarde nesta terça-feira. O gerente geral de Implementação de Empreendimentos para Refinaria Abreu e Lima, Glauco Colepicolo Legatti, e o gerente de Engenharia de Custos e Estimativas de Prazos da Petrobras, Sérgio Santos Arantes, prestarão esclarecimentos sobre a suspeita de superfaturamento na refinaria Abreu e Lima, construída em parceria com o governo da Venezuela.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |

Esta é a quinta reunião de trabalho da CPI. Na última, o relator da Comissão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), rejeitou 68 requerimentos apresentados pela oposição, de uma só vez.  Entre os pedidos rejeitados, estava o que pedia informações sobre o patrocínio da Petrobras para a Fundação José Sarney.  

A mesma estratégia foi adotada pela oposição ao convocar a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira,  na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando a reunião havia esvaziado.

A CPI tem o prazo de cento e oitenta dias para analisar as irregularidades envolvendo a empresa Petróleo Brasileiro S/A (PETROBRAS) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Entenda a CPI

A CPI criada para investigar irregularidades na Petrobras contou com o apoio de 30 senadores, três a mais que o número mínimo necessário para a criação de uma Comissão de Inquérito. O autor do pedido é o senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Em seu requerimento, Álvaro destaca os seguintes pontos a serem investigados:

  • Indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo apontados pela operação Águas Profundas da Polícia Federal;
  • Graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas, apontados pelo Tribunal de Contas da União;
  • Indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apontados por relatório do Tribunal de Contas da União;
  • Denúncias de desvios de dinheiro dos royalties do petróleo, apontados pela operação Royalties, da Polícia Federal;
  • Denúncias de fraudes do Ministério Público Federal envolvendo pagamentos, acordos e indenizações feitos pela ANP a usineiros;
  • Denúncias de uso de artifícios contábeis que resultaram em redução do recolhimento de impostos e contribuições no valor de R$ 4,3 bilhões;
  • Denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.


A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período. 

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