Começa 2º dia de depoimento de testemunhas de defesa do caso Isabella

SÃO PAULO - Começou às 13h20 o segundo dia de depoimentos de testemunhas de defesa no caso da morte da menina Isabella Nardoni, que foi arremessada do 6º andar de um edifício em São Paulo no dia 29 de março. Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, são os acusados no caso. O primeiro a prestar depoimento é Valter Santos da Silva, um dos policiais militares que atendeu o chamado na noite do crime.

Luciana Fracchetta, do Último Segundo |


Ainda nesta quinta-feira serão ouvidas mais 12 testemunhas da defesa de Alexandre. Entre os outros 12 que serão ouvidos estão a irmã e o pai de Alexandre. Veja as outras testemunhas:

Damião da Silva Santos
José Vandevaldo Melo Gomes
Antonio Gomes Pereira
Paulo Rogério de Camargo
Gabriel Santos Neto
João Aparecido Viel Jacomento
Fernanda Assumpção Aleixo Nascimento
Perla Gonsalvez
Luiz Carlos Mariano
Lúcio Flávio Teixeira de Souza

As testemunhas de defesa de Anna Carolina foram ouvidas na quarta-feira. O promotor Francisco Cembranelli, que acompanha as investigações sobre a morte, afirmou que os depoimentos desta quarta-feira não interferem no processo. "Nada mudou para a acusação. Foram relatados apenas episódios antigos. Atira-se para todos os lados para acertar em alguma coisa".

O promotor disse ainda que os depoimentos foram voltados principalmente para a falta de segurança do edifício London e para os trabalhos do prestador de serviços, chamado Vando, conhecido da família Nardoni. "Eles relatam a qualidade do serviço prestado e depois tentam incriminá-lo. Não dá para entender", disse. No total foram ouvidas 14 pessoas na tarde de quarta-feira.

Amiga de infância

Em sua estratégia de defesa, os advogados do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina levaram cinco pessoas da família de Nathália de Souza Domingos Severino, além de seu namorado, para prestarem depoimentos em favor do casal nesta quarta-feira no Fórum de Santana, zona norte de São Paulo. Nathália é amiga de infância de Cristiane Nardoni e estagiária de Direito no escritório de Antônio Nardoni. Ela afirmou que sabia que Anna Carolina Jatobá havia perdido as chaves do apartamento do edifício London, de onde a menina Isabella Nardoni foi jogada.

Nathália, que estava com a tia de Isabella na noite do crime, afirmou ainda que encontrou um prestador de serviços da família Nardoni, identificado como Vando, no dia da morte de Isabella e que ele teria dito que iria até o apartamento levar chaves ao prédio onde o casal mora. Ela afirmou ainda ao juiz que conhece Vando porque ele havia terminado um serviço na casa dela no dia da morte da garota, quando falou com ele pela última vez.

Namorado e parentes

Após o depoimento, o namorado de Nathália, Rafael Leitão dos Santos, também foi ouvido pelo juiz Maurício Fossen. Ele disse que estava presente no momento em que Cristiane recebeu a ligação avisando do acidente envolvendo Isabella.

O avô de Nathália, Vasco Oliveira, e a mãe, Anete de Souza, também foram ouvidos nesta quarta-feira. Eles se limitaram a responder as perguntas do juiz e dos promotores, fazendo a defesa do casal ao afirmarem que nunca haviam visto brigas entre os dois.

A tia de Nathália, Esmeralda Domingos Severino, afirmou em seu depoimento que chegou no prédio do casal minutos depois da queda de Isabella. Ela disse que, quando chegou, perguntou ao porteiro o que havia acontecido e ele teria respondido que não sabia pois havia dado uma "saidinha".

Portão arrombado

Primeira testemunha a prestar depoimento nesta quarta, o jornalista Rogério Pagnan, da Folha de S.Paulo, disse que recebeu a informação de dois pedreiros de uma obra localizada nos fundos do edifício London de que o portão havia sido arrombado no fim de semana em que ocorreu o crime. Indagado se ele teria gravado a entrevista, Pagnan disse que sim. Porém, não foi solicitada até o momento pela Justiça a cópia da gravação.

A corretora de imóveis Joana Selma Andrade da Silva, quinta testemunha a ser ouvida, afirmou que esteve no edifício London em 29 de março, dia em que Isabella foi jogada do sexto andar, e teria constatado a falta de segurança no prédio. Após a visita, a corretora disse ter entrado em contato com Antônio Nardoni, pai de Alexandre, e comentou sobre a falta de segurança no edifício.

José Renato, também corretor de imóveis que estava com Joana no dia em que ela foi ao prédio, confirmou a falta de segurança no edifício e que, em nenhum momento, alguém pediu documentos de identificação deles.

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