Comandante geral afirma que pelo menos quatro policiais militares serão investigados

O comandante geral da Polícia Militar (PM), coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou em entrevista coletiva que, além dos dois policiais que não prestaram socorro ao coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, assassinado em um assalto na madrugada do último domingo, pelo menos outros dois policiais devem ser investigados. Todos os policiais militares envolvidos serão inquiridos, disse.

Redação |

Mais cedo, o comandante geral exonerou o major Oderlei Santos do cargo de chefe do setor de Relações Públicas da corporação a pedido do governador Sérgio Cabral. De acordo a assessoria do governador, Cabral fez o pedido por ter considerado desrespeitosa a declaração feita por Santos em uma entrevista sobre o assassinato do coordenador de Evandro João da Silva.

Para Cabral, o major minimizou a participação de policiais militares que não socorreram o coordenador do Afroreggae e ainda roubaram os pertences da vítima que os assassinos haviam levado.

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, o coronel Mário Sérgio Duarte afirmou que "é lógico que o policial deveria ter tido acesso àquela pessoa agonizante". Ele cobrou, também, comprometimento dos policiais. "Temos que ter coragem para encarar e solucionar esses problemas".

O porta-voz da PM havia dito que o capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles não podiam ser chamados de criminosos e se referiu ao episódio como desvio de conduta.

"Um porta-voz da instituição não pode se comportar como advogado
dos policiais", afirmou Sérgio Cabral nesta sexta-feira durante um evento na Fecomércio, no Flamengo, zona sul do Rio.


Policiais assumem erro na morte de integrante do Afroreggae

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