Com Viagra, Lipitor e Valsartan, genéricos querem ocupar 1/3 do mercado até 2011

Na comemoração de dez anos da lei que introduziu os medicamentos genéricos no País, o presidente da Pró-Genéricos, Odinir Finotti, anunciou que pretende fazer a participação de mercado do seu segmento saltar de 18,2% para 33% até 2011. A quase duplicação do market share, segundo ele, é possível se conseguirem quebrar as patentes de três ¿blockbusters¿ do mercado: Viagra, Lipitor e Valsartan. A expectativa é que isso ocorra até 2010.

Bruno Rico, do Último Segundo |

Segundo Odinir Finotti, com as possíveis novas vendas do Lipitor (utilizado para a redução de colesterol), do Viagra (medicamento que atua contra disfunção erétil), do Valsartan  (indicado para o tratamento da hipertensão arterial), e um investimento total de R$ 354 milhões entre 2007 e 2010, a meta, proposta pelo programa Mais Saúde do Governo Federal, pode ser atingida. Segundo Odinir Finotti, Lipitor é o medicamento mais vendido no mundo.

De acordo com a Pró-Genéricos, o segmento movimentou U$ 2 bilhões nos últimos doze meses. Ainda segundo a assossiação, desde 2004, a expansão dos genéricos tem sido quatro vezes superior ao total do setor farmacêutico.  O genérico é ainda uma criança, mas já se desenvolveu e tem fôlego para continuar crescendo. Em uma lista do IMS health, entre 14 países avaliados, o Brasil figura como o penúltimo em participação de genéricos no mercado. Estamos preparando uma campanha para mostrar para o brasileiro que o genético está em todo o lugar.

A Pró-Genéricos calcula que o consumidor brasileiro já tenha economizado R$ 10,9 bilhões em remédios desde 2001. As vendas de medicamentos genéricos também teriam rendido R$ 3,6 bilhões aos cofres públicos.

Por lei, o preço dos genéricos tem que ser, no mínimo, 35% menor do que o medicamento de referência. Mas, de acordo com levantamentos da Pró-genéricos, eles estão, em média, 50% mais baratos. Acho que o dado principal destes 10 anos é que a população está se medicando mais e melhor. Mas Reinaldo Guimarães, do Ministério da Saúde, entende que, para os preços caírem ainda mais é necessária uma intervenlção do Estado. O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo explicou que existe um piso para a queda do preço.

Um dos elementos que mantém o preço do medicamento genérico um pouco mais altos são os impostos que incorrem sobre ele. Eles representam 35,7% no preço final. O ideal seria reduzir essa carga, a começar pelo ICMS, que poderia ter alíquota única de 12%, disse o presidente da Pró-Genéricos, Odinir Finotti. Hoje, cada estado pratica uma alíquota diferente, que varia de 17% a 19%.

Evolução da participação de mercado

Segundo a Pró-Genéricos, oito entre os dez medicamentos mais receitados por médicos são genéricos. A participação desses medicamentos no mercado têm crescido em média 2% ao ano. Passou de 15,6% em 2007 para 17,7% em 2008. Neste mês, atingiu 18,2%.

O número de novos genéricos registrados na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) cresceu 15,22%. Em 2007, foram registrados 289 novos genéricos e, em 2008, 333.

De acordo com Dirceu Raposo, diretor-presidente da Anvisa, até março deste ano 103 novos genéricos foram registrados, somando 2.658 medicamentos de 104 classes terapêuticas disponíveis no país. "A indústria está pedindo mais registros. Isso é bom para aumentar a oferta de produtos e a concorrência", diz.

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