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Com seis meses, lei seca chega à praia esta semana

Nas mesas de bares e nas ruas do litoral de São Paulo, a Lei Seca, prestes a completar seis meses em vigor, ainda é motivo de piada. Até agora sem bafômetros, a Polícia Militar não conseguiu convencer a população e os turistas de que a lei, mesmo na beira da praia, é para valer.

Agência Estado |

Esta será a primeira temporada desde que a punição ficou mais rígida para motoristas que combinam direção e bebida alcoólica. E para mudar a impressão de que a lei não pegou, a PM promete intensificar a fiscalização a partir desta semana, quando as cidades do litoral paulista esperam receber ao menos um bafômetro do governo do Estado com o início da Operação Verão.

Santos é o único município em que os policiais militares dispõem de equipamentos. Dos três bafômetros, dois foram doados pela prefeitura no meio do ano. Mas nem a existência deles faz os moradores terem a preocupação de que podem ser autuados. Na noite da última quinta-feira, o advogado Roberto, de 26 anos, segurava uma latinha de cerveja na mão direita dentro do carro em uma rua perto da orla. Com a esquerda, dirigia. Nossa, achei que vocês fossem da polícia, disse à reportagem, quando parou em um farol. Mas não podiam ser... Aqui não mudou nada, disse, rindo, aliviado. Roberto não quis dizer o sobrenome. O semáforo abriu e ele saiu em ziguezague.

Por conta de clientes como ele, os donos de bares e restaurantes da região são unânimes em dizer que não tiveram prejuízos com o início da Lei Seca. O empresário Marcos Vinícius Scarsini, de 30 anos, dono de um restaurante na frente da praia, tem vendido em média 50 litros de chope nos fins de semana. Isso porque o verão ainda não começou. Essa cidade é turística. As pessoas bebem, sim, e dirigem. É tudo perto, não tem o que fazer, disse.

E é justamente a desculpa de que o percurso é curto aliada à falta de fiscalização que faz das cidades litorâneas lugares em que a Lei Seca não emplaca. A legislação não está preocupada com a distância percorrida ou com o tempo que a pessoa leva para chegar. Ela corre risco do mesmo jeito, disse o pesquisador do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, Júlio de Carvalho Ponce. As informações são do Jornal da Tarde

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