Em meio à retomada do crescimento de roubos no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste, o coordenador do câmpus, professor Antonio Carlos Massola, afirmou que pretende adotar uma série de medidas de segurança. Entre as ações está contratar mais 20 guardas e instalar quiosques da Guarda Universitária nos pontos mais vulneráveis do local, onde cerca de 80 mil pessoas circulam diariamente.

Entre 2007 e 2008, o número de roubos caiu de 71 para 39; no ano passado, subiu para 56. Os furtos, porém, caíram de 335 para 316 entre 2008 e 2009.

O patrulhamento no câmpus está a cargo da Guarda Universitária, formada por 130 homens não armados cujas tarefas incluem prestar informações e cuidar das três portarias, cinco portões, do trânsito e da área de 4,7 milhões de metros quadrados da USP. "É difícil ter um mecanismo capaz de coibir quando sua guarda tem um número limitado", disse Massola.

Apesar da maior quantidade de roubos, um possível pedido de ajuda à Polícia Militar (PM) é incerto. Em 2007, depois da greve de professores, a corporação removeu a base da Prefeitura da Cidade Universitária. No episódio, manifestantes cercaram a unidade. "Há um problema muito sério quando se põe a PM aqui dentro, que é a reação estudantil e, às vezes, até de docentes", afirmou Massola.

Segundo o coordenador, o assunto deverá ser discutido com o novo reitor, João Grandino Rodas, que tomou posse ontem. Em nota, a PM informou que existe uma viatura exclusiva para atender ocorrências no câmpus e que mantém "um policial" no Hospital Universitário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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