Com programação gratuita de 250 filmes, Cinesul termina domingo no Rio

A proposta para comemorar a maturidade do Cinesul, Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo, segundo Leonardo Gavina, coordenador do projeto, é democratizar o acesso. Há quinze anos o festival exibe, no Rio de Janeiro, uma seleção de filmes dos países do Mercosul. A edição comemorativa rendeu uma parceria com o ponto cine de Guadalupe, atualmente a única sala de bairro da capital, localizada na zona norte da cidade, além da retomada da entrada franca, extinta em 1999.

Lívia Machado |

O intuito é formar parcerias que possam disseminar o festival. Dessa forma, poderemos levar a produção nacional e internacional a um número maior de pessoas. Queremos atrair todo tipo de público, revela Gavina.

A faceta mais popular também se justifica na expectativa de público. Segundo o coordenador, estima-se que 10 mil pessoas prestigiem as produções durante os onze dias de festival, o dobro do que foi registrado no ano passado. 

O evento começou na semana passada e se estende até o próximo domingo, em cinco locais da capital carioca: Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Casa França-Brasil, Cinemateca do MAM e no  Ponto cine, em Guadalupe, zona norte do Rio.

Serão exibidos um total de 250 filmes, mas só 80 competem na mostra principal. Os outros 160 longas, médias e curtas-metragens do festival fazem parte das dez mostras paralelas incluídas no evento. Os filmes mostram produções recentes de países como Argentina, Brasil, Espanha, Portugal, México, Venezuela, Chile e Cuba.

Made in Brasil

A participação das produções brasileiras no festival é constante e crescente, aponta Gavina. Segundo ele, de todos filmes selecionados no festival, cerca de 35% são de produção nacional. O Brasil sempre teve uma presença marcante no Cinesul. Este ano não foi diferente, diz o coordenador.

A marca tupiniquim também estará registrada nas homenagens desta edição do festival. Todos os anos o evento prestigia personalidades que tiveram um papel relevante no cinema latino. Olney São Paulo, cineasta baiano morto em 1978, é uma delas. Ele teve a carreira estraçalhada pela ditadura militar. Produziu diversos documentários sobre a realidade brasileira, tem uma atuação marcante que deve ser lembrada, explica Gavina.

O cineasta argentino Leopoldo Torre Nilsson, considerado precursor do cinema moderno na América Latina, e José Enrique Castill, um dos principais nomes do cinema de animação da Venezuela, também serão homenageados.

Confira a programação no site oficial

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