Com morte de Paul Newman, Hollywood perde mais uma de suas grandes estrelas

Redação Internacional, 27 set (EFE).- A morte de Paul Newman deixa Hollywood sem uma de suas estrelas mais brilhantes e reduz o número de lendas clássicas vivas a poucos grandes nomes que marcaram uma época e que hoje vivem afastados do esplendor do cinema, como Kirk Douglas, Olivia de Havilland e Joan Fontaine.

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Embora Newman, que morreu aos 83 anos, não pertencesse à geração mais clássica de Hollywood, sempre fez parte do seleto grupo dos grandes do cinema, do que cada vez restam menos membros.

Kirk Douglas, de 91 anos, é talvez o máximo representante dessa gloriosa geração de estrelas de Hollywood. Retirado quase totalmente da vida pública, é possível vê-lo apenas em companhia de seus filhos, especialmente do também ator Michael, embora em poucas ocasiões.

Douglas é um desses atores que construiu uma sólida carreira com papéis arriscados como o de "Glória Feita de Sangue" (1957), e aqueles que ficaram na memória do espectador como o de "Spartacus" (1960) ou de Van Gogh, em "Sede de Viver" (1956).

Apesar de sua idade e de seu frágil estado de saúde, Douglas fez sua última interpretação há apenas quatro anos, em "Illusion", no que parece o fechamento de uma carreira que lhe rendeu três indicações ao Oscar, embora só tenha conquistado um, honorífico, pelo conjunto de seu trabalho, em 1995.

Outras vencedoras foram as irmãs Olivia de Havilland (92 anos) e Joan Fontaine (90), que protagonizaram uma forte rivalidade pessoal, principalmente quando competiram pelo Oscar de melhor atriz, que acabou sendo conquistado pela segunda por "Suspeita".

Trata-se do único Oscar conquistado por Fontaine em duas indicações que recebeu, sempre recordada por seu papel em "Rebecca, a Mulher Inequecível" (1940), enquanto a irmã conquistou duas estatuetas, mas fica na memória do cinema como a Melanie de "E o Vento Levou" (1939).

Frente a estes três grandes, está a atividade que ainda mantém Mickey Rooney que, com seus 88 anos, foi um dos produtos mais rentáveis dos estúdios de Hollywood e que protagonizou várias de comédias formando casal com Judy Garland.

Outra estrela é Shirley Temple, de 80 anos, sucesso dos cinemas nos anos 30 quando ainda era uma garota, mas que continua sendo lembrada pelos admiradores da sétima arte por filmes como "A Mascote do Regimento" (1935).

Outra que ingressou na galeria das estrelas por méritos próprios, apesar de ser de uma geração posterior, foi Elizabeth Taylor que, com seus 76 anos, continua sendo uma das grandes divas do cinema, embora agora dedicada mais às obras de caridade e a arrecadar fundos para a luta contra a Aids.

Companheira de Newman no inesquecível "Gata em Teto de Zinco Quente", onde rivalizaram em interpretação e também em beleza, Taylor conseguiu o reconhecimento com dois Oscar por "Disque Butterfield 8" (1960) e "Quem tem medo de Virgínia Woolf?" (1966), com os quais passou a ser considerada uma estrela de Hollywood. EFE agf/ab/rr

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