Por Hugo Bachega

SÃO PAULO (Reuters) - A ideia era celebrar o Dia do Trabalho, mas a série de eventos deste 1o de maio em São Paulo, organizados por centrais sindicais e que tiveram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se palanque eleitoral e vitrine de exposição da pré-candidata petista, Dilma Rousseff.

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SÃO PAULO (Reuters) - A ideia era celebrar o Dia do Trabalho, mas a série de eventos deste 1o de maio em São Paulo, organizados por centrais sindicais e que tiveram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se palanque eleitoral e vitrine de exposição da pré-candidata petista, Dilma Rousseff.

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Com Lula, eventos de 1o de maio viram ato pró-Dilma

Por Hugo Bachega

SÃO PAULO (Reuters) - A ideia era celebrar o Dia do Trabalho, mas a série de eventos deste 1o de maio em São Paulo, organizados por centrais sindicais e que tiveram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se palanque eleitoral e vitrine de exposição da pré-candidata petista, Dilma Rousseff.

Reuters |

Por Hugo Bachega

SÃO PAULO (Reuters) - A ideia era celebrar o Dia do Trabalho, mas a série de eventos deste 1o de maio em São Paulo, organizados por centrais sindicais e que tiveram a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornaram-se palanque eleitoral e vitrine de exposição da pré-candidata petista, Dilma Rousseff.

Em atos que reuniram milhares de pessoas, Lula, que pela primeira vez participou das comemorações desde que assumiu a Presidência, em 2003, afirmou não temer acusações da oposição de propaganda eleitoral antecipada e defendeu o "sequenciamento" de suas políticas.

"Alguns vão dizer agora que é (ato) político, porque eu vim. Mas nos sete (anos) que eu não vim e que os outros vieram não foi (ato) político. Não existe problema. Nós, com a mesma tranquilidade, vamos nos outros atos", discursou Lula pela manhã, uma das quatro celebrações para as quais havia sido convidado.

"Quando eu deixar a Presidência vou registrar em cartório tudo o que eu fiz. Eu quero que quem vier depois de mim, e vocês sabem quem eu quero, saiba que tem que fazer mais e tem que fazer melhor," disse, numa menção indireta à sua ex-ministra.

Por duas vezes, o Tribunal Superior Eleitoral multou Lula por propaganda antecipada pró-Dilma, em valores que somam 15 mil reais.

Ele também reiterou seu compromisso em segurar a inflação, poucos dias depois de o Banco Central ter elevado a taxa básica de juro da economia em 0,75 ponto percentual.

"Não pensem que por conta das eleições eu vou deixar o Brasil afundar. Não pensem. Eu aprendi minha seriedade... e não vou brincar. Porque a inflação neste país não volta mais. A irresponsabilidade fiscal não volta mais," disse.

Apesar da promessa com relação à responsabilidade fiscal, críticos do governo reclamam dos gastos públicos. Na sexta-feira, o Banco Central informou que o setor público consolidado teve o pior saldo primário num mês de março, na série histórica iniciada em 2002.

Em seus discursos, Dilma preferiu elencar os sucessos do governo na economia, "o direito de olhar o futuro" conquistado pelo país e afirmou que "o que vem por ai é um Brasil cada vez melhor."

À noite, foi aplaudida e teve o coro "Olê, olê, olá, Dilma, Dilma" entoado pelo público. De manhã, o canto da plateia foi comedido. "Sabemos que podemos construir um país cada vez melhor", disse a pré-candidata.

No final de seu discurso à noite, Lula engatou mais uma vez um tom de despedida, ainda que faltem 8 meses para o final de seu mandato, e se emocionou.

Ao afirmar que após deixar o cargo, quando "encontrar um trabalhador vou poder dizer: 'bom dia, companheiro porque fui leal ao que prometi'", Lula não conteve as lágrimas.

APOIO ESTATAL

Os eventos tiveram patrocínio de estatais como Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, BNDES e Caixa Econômica Federal. Para o presidente da Força Sindical, deputado federal Paulinho da Força (PDT), o apoio financeiro não indica favorecimento.

"Nós achamos normal o patrocínio. Eles (as estatais) sempre patrocinaram durante os 13 anos da festa," disse a jornalistas.

Ele estimou o patrocínio das estatais federais em 700 mil a 800 mil reais no evento da Força.

Em seu discurso, Paulinho defendeu Dilma e alfinetou o principal adversário da petista à sucessão, José Serra (PSDB).

"A imprensa já diz que estamos fazendo política. Nós deveríamos fazer mesmo. Nós convidamos o governador José Serra... (Ele) não veio porque não gosta dos trabalhadores", disse. Paulinho, cuja central está divida em relação a Dilma e a Serra, que participa de evento evangélico em Camboriú (SC).

(Edição de Alexandre Caverni)

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