Com liberdade provisória concedida, Álvaro Lins deixa presídio no Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO ¿ O ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Álvaro Lins deixou a carceragem do presídio de segurança máxima Bangu 8, na zona oeste da capital fluminense, no início da madrugada desta quinta-feira. O ex-parlamentar foi solto mais de 24 horas depois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter concedido a liberdade provisória para ele através de um habeas-corpus.

Redação |

De acordo com o STJ, o atraso no processo de liberdade aconteceu devido a um problema no envio do telegrama com o alvará de soltura de Álvaro Lins para a 4ª Vara Federal e para o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, no Rio de Janeiro. O documento chegou à capital fluminense na quarta-feira e, somente no final da noite, à sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, zona portuária do Rio.

Com o alvará em mãos, um oficial de Justiça foi até Bangu 8 buscar o ex-deputado estadual. Alguns minutos após a meia-noite, Álvaro Lins chegou à sede da PF, onde assinou o documento e foi solto.

Segundo o STJ, ele será obrigado a comparecer às audiências sempre que for intimado. O ex-chefe da Polícia Civil também não poderá mudar de residência sem autorização prévia, nem se ausentar de casa por mais de oito dias sem avisar às autoridades.

Habeas Corpus

Álvaro Lins teve sua liberdade provisória concedida na terça-feira pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) , por maioria de votos. Ele é acusado de formação de quadrilha, facilitação de contrabando, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Os ministros concederam o habeas-corpus por entenderem que Lins deveria ter o mesmo benefício concedido a outros denunciados no processo, libertados no início do ano. O ex-deputado estadual estava preso em Bangu 8 desde agosto de 2008.

Em fevereiro deste ano a Justiça havia negado o pedido de transferência dele para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na zona norte do Rio.

Relembre o caso

Álvaro Lins e outros sete réus foram denunciados em maio de 2008 pelo Ministério Público do Tribunal Regional Federal (TRF) acusados de integrar uma suposta quadrilha formada principalmente por policiais que agiria no Estado do Rio.

O grupo teria ligações com milícias armadas e foi investigado na operação Segurança Pública S.A., da Polícia Federal. Na época, Lins ocupava o cargo de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, como tinha foro privilegiado, foi solto .

Em agosto de 2008, seu cargo foi cassado e o processo foi encaminhado à 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Lá foi decretada a sua prisão preventiva. Em março deste ano, Lins foi afastado da Polícia Civil do Rio , que ele chefiou durante os governos de Anthony Garotinho e Rosinha Matheus.

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